Ómicron com risco de internamento reduzido em 75% e de morte em 86%

4 fev, 13:25
Ambiente hospitalar em tempos de pandemia

A investigação, levada a cabo pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), compara a atual variante em circulação com a sua antecessora e reforça o seu menor impacto na doença grave e internamento

As pessoas infetadas com a variante Ómicron (BA.1) apresentam um risco de internamento 75% inferior quando comparadas com aquelas que foram contagiadas com a variante Delta. A conclusão é de um estudo da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) que está agora em pré-publicação no site MedRXiv.

De acordo com a investigação, a variante que contagia tem mais impacto do que fatores como idade, sexo, infeção prévia e vacinação. Na prática, indica a investigação, “por cada 100 pessoas internadas que estavam infetadas com a variante Delta (B.1.617.2), só 25 pessoas seriam internadas se tivessem sido infetadas com a variante Ómicron”,lê-se no comunicado enviado às redações.

O tempo de internamento hospitalar também é mais reduzido quando a pessoa está infetada com a variante Ómicron, diz o estudo, ainda à espera de revisão dos pares.

Risco de morte com Ómicron é 86% menor

No estudo participaram 15.978 participantes com mais de 16 anos. A análise dos casos foi feita de 1 a 29 de dezembro de 2021, altura em que a variante Delta ainda era dominante, mas em que a Ómicron começava a ganhar terreno - de salientar que a variante Ómicron foi apenas detetada no final de novembro na África do Sul. 

Do total de participantes, 9.397 estavam infetados com a variante Delta e 6.581 com a Ómicron. Dos pacientes infetados que necessitaram de internamento, 148 tinham contraído a variante Delta e 16 a Ómicron. 

Quanto a óbitos, durante o período do estudo, morreram 26 pessoas, todas elas infetadas com a Delta. Para os cientistas, o risco de morte com a variante Ómicron é menos 86% do que com a Delta.

No que diz respeito à hospitalização, o estudo concluiu que a Ómicron reduz em quatro dias o período de internamento hospitalar.

A investigação contou com a colaboração dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), laboratórios Unilabs, Cruz Vermelha Portuguesa e o Algarve Biomedical Center.

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