Dose de reforço da Janssen com eficácia de 84% contra doença grave provocada pela Ómicron

30 dez 2021, 11:50
Johnson & Johnson
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Os resultados mostram que a dose de reforço da vacina da Johnson & Johnson garantiu maior proteção contra Ómicron, aumentado a sua eficácia de 63% logo após a segunda inoculação para 84% apenas 14 dias depois

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A dose de reforço da vacina Janssen, da Johnson & Johnson, demonstrou ter uma eficácia de 84% contra a doença grave provocada pela infeção por Ómicron, num estudo realizado em profissionais de saúde sul-africanos infetados com a nova variante, avançou a agência Reuters.

O estudo, que ainda não foi sujeito a revisão de pares e que, por essa razão, ainda não foi publicado, baseou-se na segunda dose da Janssen em 69.092 profissionais de saúde, entre os dias 15 de novembro e 20 de dezembro.

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Uma vez que a primeira inoculação da Janssen, que inicialmente era de toma única, demonstrou uma eficácia reduzida contra a infeção pela nova variante, vários estudos indicaram a necessidade de uma dose de reforço desta vacina para garantir uma proteção significativa contra a doença grave provocada pela Ómicron.

Nesse sentido, os resultados deste estudo mostram que a segunda dose da Janssen garantiu efetivamente maior proteção contra Ómicron, aumentado a sua eficácia de 63% logo após a segunda inoculação para 84% apenas 14 dias depois.

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De acordo com Linda-Gail Bekker, co-investigadora do respetivo estudo, estes dados mostram que "as vacinas contra a covid-19 continuam a ser eficazes no seu propósito, isto é, na proteção contra a doença grave e contra a mortalidade".

"Esta é mais uma evidência de que ainda não perdemos esta luta [contra a covid-19], mesmo diante de uma variante com tantas mutações”, como a Ómicron, assinalou.

Quanto à necessidade de eventuais novos reforços desta vacina da Johnson&Johnson, Bekker assumiu que ainda não há dados que permitam dizer se será realmente necessário dar esse passo no futuro ou não.

“O que o nosso estudo sugere é que as duas doses [da Janssen] restauram efetivamente a proteção total, e penso que não podemos extrapolar a partir desta evidência que serão necessárias uma terceira ou quarta doses”, afirmou.

Os investigadores deste estudo indicaram que o mesmo tem algumas limitações, nomeadamente ao nível do período de acompanhamento dos profissionais de saúde que receberam a dose de reforço, com uma média de oito dias de observação dos profissionais que já tinham sido inoculados 13 dias antes, e 32 dias para aqueles que receberam a dose de reforço há mais de um mês.

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