Investigadores identificam anticorpos que bloqueiam todas as variantes da covid (as atuais e as futuras): o que é preciso saber

CNN Portugal , BCE
4 jan, 16:35
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Descoberta abre caminho a novos tratamentos

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Uma equipa de investigadores internacionais conseguiu identificar quais os anticorpos capazes de neutralizar tanto a Ómicron como as restantes variantes do SARS-CoV-2, uma descoberta que abre caminho para novas vacinas e tratamentos contra a covid-19.

Os resultados deste estudo, publicado na revista científica Nature, sugerem que os anticorpos agora identificados podem atacar partes da proteína Spike do vírus, a 'porta de entrada' do SARS-CoV-2 para infetar as células do organismo, que não sofrem alterações pelas mutações da Ómicron.

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David Veesler, coautor do estudo e professor de bioquímica na Universidade de Medicina de Washington, assinalou, em conferência de imprensa naquela instituição, que, ao identificarem-se os alvos destes anticorpos "amplamente neutralizantes" na proteína Spike, pode ser possível desenvolver vacinas e tratamentos eficazes contra todas as variantes do SARS-CoV-2, mesmo as que ainda não emergiram.

Os estudo indica que a Ómicron tem 37 mutações na proteína Spike, um número classificado como "estranhamente elevado" e que pode explicar a elevada transmissibilidade da variante, além da capacidade de reinfetar pessoas que já tinham sido infetadas com variantes anteriores.

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O estudo sugere ainda que os recuperados da covid-19 e as pessoas com o esquema vacinal completo com as vacinas da Sputnik ou da Sinopharm, e mesmo quem recebeu apenas uma dose da Janssen, têm pouca capacidade de neutralizar a Ómicron, isto é, de bloquear a infeção por esta nova variante.

Já as pessoas com o esquema vacinal completo com as vacinas da Pfizer-BioNTech, da Moderna e da AstraZeneca têm maior capacidade de bloquear a Ómicron, embora, nestes casos, a imunidade tenha reduzido cerca de 20% a 40%. 

No caso das pessoas que foram infetadas, recuperaram e posteriormente receberam duas doses de vacinas também se demonstrou uma capacidade reduzida de neutralizar a Ómicron, mas aqui a redução foi menor, o que comprova a necessidade da vacinação mesmo depois da recuperação da doença. 

Veja também: O que é mesmo a Ómicron: um ensinamento em sete minutos

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