Carlos Moedas apela à união: “A partir deste congresso, não há apoiantes de Rio ou Rangel”

18 dez 2021, 17:46
Carlos Moedas e Rui Rio no Congresso do PSD. Foto: Lusa
Carlos Moedas e Rui Rio no Congresso do PSD. Foto: Lusa

Para o autarca em Lisboa, a solução está em replicar a estratégia da capital nas próximas legislativas: união interna e propostas simples e concretas

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Carlos Moedas ainda nem tinha começado a discursar e o congresso do PSD já o aplaudia de pé. O cenário havia de se repetir no final, após uma mensagem de união. Para o presidente da Câmara de Lisboa, só há um caminho: “A partir deste congresso, não há apoiantes de Rui Rio ou de Paulo Rangel. A partir deste congresso, somos todos PSD”.

O autarca de Lisboa lembrou que ganhou a capital, numa “situação difícil”, taco a taco com o socialista Fernando Medina. “Só ganhámos em Lisboa porque estávamos unidos como partido. Só ganhámos porque respondemos concretamente aos lisboetas, às pessoas e aos seus problemas, com um inconformismo que é tão nosso”, resumiu.

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E daí o apelo para a próxima batalha, com escala nacional: “Só votarão em nós quando provarmos isso mesmo, quando gerarmos essa confiança, a confiança de estarmos unidos”.

Para tal, o antigo eurodeputado defendeu a necessidade de ideias concretas, que chegam às pessoas de forma “simples”. Mas deixou um aviso: este caminho tem de ser feito “sem alianças com os extremos”.

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Agradecer a confiança

A intervenção de Carlos Moedas começou com um agradecimento ao partido, na figura de Rui Rio. “Estou a prestar contas, a agradecer-vos de coração aquilo que fizeram por mim. A minha gratidão ao PSD, à sua força, à sua história, é gigantesca. Obrigado por tudo o que me deram. Nunca esquecerei”, começou.

A Rui Rio haveria de deixar uma mensagem de esperança, com base nos “milhões de votos” que foram conquistados nos últimos anos por Pedro Passos Coelho, Marcelo Rebelo de Sousa ou Cavaco Silva. “Não está sozinho, tem um partido inteiro atrás de si”, para avançar com as reformas necessárias no país, garantiu.

Pedro Passos Coelho haveria de ser evocado noutro momento do discurso, recordado como alguém que “retirou Portugal de uma das suas maiores crises e devolveu um horizonte de mais esperança”.

Visita rápida

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa já tinha avisado que ia ficar pouco tempo "por questões de agenda". Por isso, no final do discurso abandonou a reunião magna social-democrata. À saída, ainda teve tempo para antever uma "campanha muito difícil", onde será necessário "falar às pessoas diretamente", como sublinhou ter feito em Lisboa.

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Apesar de destacar a importância de ter "novas caras" e uma "maneira diferente de fazer política", foi na altura em que falou de Cavaco Silva ou Passos Coelho que ouviu mais aplausos durante o seu discurso. É porque são "grandes nomes", justificou Moedas. Mas "as pessoas estão desiludidas da política, temos de reinventar os partidos", acrescentou.

Questionado sobre a presença na campanha eleitoral, Carlos Moedas explicou que não terá “uma participação ativa” devido às suas funções como autarca.

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