Moedas prepara transportes grátis e descontos no estacionamento. São promessas eleitorais que entram no orçamento de Lisboa

5 jan, 21:10
Congresso PSD (Estela Silva/LUSA)
Congresso PSD (Estela Silva/LUSA)

Seis das promessas mais marcantes do social-democrata, que afastou Fernando Medina da capital, vão custar cerca de 37,5 milhões de euros.

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Além de uma maior devolução do IRS, o primeiro orçamento de Carlos Moedas como presidente da Câmara de Lisboa integra já outras das promessas marcantes da campanha. Transportes gratuitos para estudantes e maiores de 65, descontos na EMEL e plano de saúde para os idosos mais carenciados entram nas contas de 2022.

Uma das medidas com maior impacto são os transportes grátis para estudantes até aos 23 anos e para os residentes na capital com mais de 65 anos. A medida vai custar cerca de 12 milhões de euros, estando a ser negociada com a Transportes Metropolitanos de Lisboa.

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Outra das promessas que deverá avançar em 2022 é a dos descontos para metade na EMEL para residentes. O executivo camarário tem separados 2,5 milhões de euros. Mas a medida tem de conseguir passar ao crivo da oposição, que a considera um incentivo ao uso do carro próprio numa cidade já muito congestionada.

Já as juntas de freguesia vão ser chamadas a operacionalizar o plano de saúde para idosos com carências económicas, com dois milhões de euros separados para este fim.

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Como já tinha escrito a CNN Portugal, o aumento da devolução do IRS de 2,5% para 3%, já aprovado, terá um custo a rondar os sete milhões de euros.

Há ainda outro milhão para dinamizar o empreendedorismo na cidade, com a chamada “fábrica de unicórnios”, que vai acolher empresas de base tecnológica numa fase inicial dos seus percursos, devendo ser instalada na zona do Beato.

Durante a campanha, o social-democrata Carlos Moedas foi também defendendo a necessidade de apoiar a recuperação da capital após a pandemia. Daí o programa “Recuperar+”, que surge com 13 milhões de euros a fundo perdido para a apoiar a “atividade cultural e económica”.

Oposição ainda tem de avaliar

A proposta de orçamento apresentada esta quarta-feira por Filipe Anacoreta Correia, vice-presidente e responsável pelo pelouro das Finanças, tem ainda de ser aprovada na Câmara e na Assembleia Municipal.

Apesar de a oposição estar em maioria, tendo já criticado o facto de não conhecer o documento antes da sua apresentação pública, a equipa de Carlos Moedas “não vê razões para divergências” e acredita na aprovação do documento.

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Na apresentação, Filipe Anacoreta Correia destacou o impacto de quase 346 milhões de euros da pandemia nas contas da maior autarquia do país, consumindo a reserva de contingência.

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