Catarina Martins insiste na necessidade de um acordo escrito para entendimento à esquerda

Agência Lusa , BCE
12 jan, 19:43
Catarina Martins (MANUEL DE ALMEIDA/LUSA)
Catarina Martins (MANUEL DE ALMEIDA/LUSA)

Coordenadora do Bloco de Esquerda considera que um acordo escrito com o PS é a única garantia de estabilidade, apontando a anterior legislatura de 2015-2019 como a prova disso mesmo

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A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, voltou esta quarta-feira a sublinhar a necessidade de um acordo escrito que incida sobre temas que considera fundamentais para que possa haver um entendimento estável com o PS.

Depois de ter defendido, no frente a frente com António Costa, que os dois partidos devem celebrar um novo acordo escrito, tal como em novembro de 2015, Catarina Martins voltou hoje a insistir na ideia, argumentando que é a única forma de garantir estabilidade.

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“O PS sabe que terá de ser capaz de ter essa negociação se não tiver a maioria absoluta e a existência de um acordo escrito que dê estabilidade à vida das pessoas (…) precisará do BE reforçado como terceira força política”, afirmou.

A coordenadora do BE falava aos jornalistas à margem de uma visita ao Espaço Júlia - RIAV (Resposta Integrada de Apoio à Vítima), em Lisboa, e questionada sobre a possibilidade de haver diálogo à esquerda após as eleições antecipadas de 30 de janeiro sem um novo acordo escrito, Catarina Martins não foi perentória na resposta, mas sublinhou a necessidade desse entendimento formal.

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“Depois de muito tempo em que ouvi tanta gente dizer que não era preciso nenhum acordo escrito, neste momento já não há nenhum partido político que não perceba a necessidade democrática de transparência de haver acordo escrito sobre os temas fundamentais do país”, disse.

Para Catarina Martins, esse acordo é a única garantia de estabilidade e a anterior legislatura, entre 2015 e 2019 quando esse acordo foi celebrado para que o PS pudesse formar governo, é a prova.

“Entre 2015 e 2019, vivemos uma legislatura em que houve crescimento económico, em que quem trabalha neste país sentiu um horizonte de recuperação, e tinha um acordo escrito. Em 2019, propusemos um acordo escrito ao PS sobre trabalho e sobre saúde (…). O PS recusou e com a sua ambição de maioria absoluta trouxe-nos até aqui”, recordou.

Quanto aos temas fundamentais, Catarina Martins recupera os mesmos que elegeu em 2019 e fala na necessidade de reestruturar e reforçar o Serviço Nacional de Saúde, fazer alterações ao Código do Trabalho, aumentar salários e valorizar pensões.

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