E se Aguiar-Branco, Francisco Assis ou Manuela Tender não conseguirem 116 votos? Ferro Rodrigues explica

26 mar, 20:52
Luís Montenegro (PSD) e Pedro Nuno Santos (PS) no Parlamento (Lusa/Tiago Petinga)

Na primeira volta da eleição do próximo presidente da Assembleia da República, o candidato do PSD conseguiu apenas 89 votos ficando aquém dos 116 e obrigando à realização de uma segunda volta

Contra o que era expectável, uma vez que tanto a AD como o Chega manifestaram acordo no apoio a esta candidatura, José Pedro Aguiar-Branco falhou a eleição para a presidência da Assembleia da República, com 89 votos a favor, 134 votos em branco e sete votos nulos. Para ser eleito, necessitava do aval da maioria dos deputados do Parlamento, ou seja, 116 votos.

Perante o sucedido, os líderes parlamentares concordaram numa nova eleição ainda esta noite, com PSD a apresentar novamente Aguiar-Branco, PS a indicar Francisco Assis e o Chega a avançar com o nome da ex-deputada social-democrata Manuela Tender.

Mas o que acontecerá se nenhum dos três candidatos conseguir os 116 votos a favor necessários? 

O antigo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, explicou à CNN Portugal que se nenhum dos candidatos for eleito na segunda eleição "todo o processo se volta a abrir".

Ou seja, segundo o histórico socialista, este será um processo "sem limite" até que seja escolhido o novo presidente da Assembleia da República, sendo certo que "ninguém pode ser PAR com menos de 116 votos".

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