O homem de 49 anos foi acusado de ameaças anónimas e intimidação pública, com fins terroristas
Um homem foi detido na Argentina por por alegadamente ter ameaçado o Papa Leão XIV na véspera da sua visita ao país sul-americano, anunciou a Secretaria de Informação do Estado (SIDE) da Argentina, subordinada à Presidência.
A SIDE informou num comunicado, divulgado nas últimas horas, que "com base em informações fornecidas pela Subsecretaria de Operações" do organismo, "foi detida uma pessoa que tinha proferido ameaças de morte" contra Leão XIV.
A operação "foi levada a cabo em menos de 24 horas após a obtenção da informação sobre a ameaça".
Embora o Governo não tenha divulgado mais pormenores, o meio de comunicação digital Infobae informou que se trata de um homem de 49 anos, detido na localidade de Pilar, nos arredores da cidade de Buenos Aires.
Aparentemente, segundo o referido meio de comunicação, foram apreendidos na sua residência três telemóveis, um dos quais teria sido utilizado para efetuar a chamada com a ameaça, e um drone, cujas capacidades operacionais estão a ser investigadas.
O homem, que será um "trabalhador manual", foi acusado de ameaças anónimas e intimidação pública, com fins terroristas, segundo a publicação, que cita fontes oficiais.
O Papa Leão XIV está a realizar uma viagem pela América Latina: termina terminou este domingo a visita ao Uruguai e vai ainda hoje para a Argentina, onde ficará ate quarta-feira. Segue depois para o Peru.
Papa apela aos homens para que tratem mulheres com respeito
O Papa Leão XIV, que termina este domingo a sua viagem ao Uruguai, apelou aos homens para que sirvam de exemplo aos mais jovens e tratem as suas mulheres com respeito.
“Queridos pais e avôs, os jovens precisam de vos ver a rezar, a aproximarem-se dos sacramentos e a tratarem as vossas esposas com respeito”, afirmou o Papa Leão XIV, numa missa campal na Florida, que juntou cerca de 50.000 pessoas.
Em 2024, mais de 3.800 mulheres foram vítimas de violência de género na América Latina e nas Caraíbas, segundo dados da Comissão Económica para a América Latina e Caribe (CEPAL). A maioria das mortes violentas de mulheres é perpetuada pelos seus atuais ou antigos parceiros.
A missa na praça central de Florida encerrou a visita do chefe da Igreja católica ao Uruguai. “É muito importante que o Papa tenha vindo [ao Uruguai]. Isto fortalece a presença da Igreja no nosso país”, afirmou um dos presentes, Ivanna Fisichella, de 22 anos, em declarações à Agência France-Presse (AFP).
No mesmo local, Evangelina Campero, de 57 anos, destacou o esforço que o Papa está a fazer, ao realizar uma viagem de 12 dias pelo Uruguai, Argentina e Peru, três semanas após ser operado a um cancro no pulmão.