António Costa volta a rejeitar "qualquer tipo de drama ou zanga" com o Presidente da República

Agência Lusa , NM
13 set 2023, 20:59
Presidente Marcelo na evocação dos 50 anos da criação do Movimento dos Capitães, em Viana do Alentejo (Lusa/ Nuno Veiga)

Primeiro-ministro falou em “constitucionalmente correta” e lembrou que o sistema constitucional permite um "equilíbrio de poderes para garantir que ninguém tem uma prevalência absoluta"

O primeiro-ministro, António Costa, assegurou esta quarta-feira não existir "nenhuma zanga" entre si e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, salientando que a relação de ambos tem sido “constitucionalmente correta”.

"Não vejamos em cada vez que não se concorda que haja qualquer tipo de drama ou zanga. Não estamos nada zangados. Não há nenhuma zanga. Não estamos zangados e cada um vai cumprindo as suas funções. Nunca, até agora, o Presidente da República me chamou a atenção de que eu ou o Governo tínhamos extravasado as nossas competências constitucionais. As vezes discordamos, sim, faz parte", afirmou António Costa.

À margem da visita a uma nova residência para estudantes da Universidade do Porto, o primeiro-ministro salientou que a Constituição define qual a competência de cada um e que o sistema constitucional é "muito inteligente e sofisticado", permitindo um "equilíbrio de poderes para garantir que ninguém tem uma prevalência absoluta".

"Isso tem funcionado muito bem", considerou, defendendo ser natural não pensar o mesmo que o Presidente da República sobre determinadas matérias.

"Temos pensamentos diversos", disse António Costa, notando que, apesar das orientações políticas diferentes, a relação de ambos tem sido "institucionalmente correta".

"Acho que muita gente que votou num Presidente da República com determinada orientação política e numa maioria parlamentar com outra orientação política quis esse equilíbrio que existe e essa tensão. Tensão não é no mau sentido, é tensão no sentido do equilíbrio, para que as pontes se mantenham direitas, temos de ter aqueles cabos de tensão a segurar precisamente a sustentabilidade das pontes", disse, reforçando que se referia a uma "tensão que assegura a sustentabilidade saudável das instituições".

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