Chega considera que discurso de Marcelo “falhou no essencial”

1 jan, 23:31
André Ventura no Congresso do Chega (Lusa / Nuno André Ferreira)
André Ventura no Congresso do Chega (Lusa / Nuno André Ferreira)

O líder do Chega considerou que a mensagem de Ano Novo do Presidente da República “falhou no essencial”, criticando-o por não ter identificado os responsáveis pela crise política e por ter-se focado demasiado na pandemia.

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Numa declaração vídeo, André Ventura, líder do Chega, defendeu que, apesar de Marcelo Rebelo de Sousa ter procurado “transmitir aos portugueses alguma confiança, continuou a falhar no essencial”.

“O Presidente da República, consciente que vamos entrar num novo ciclo político imprevisível, foi incapaz, na nossa perspetiva, de identificar os verdadeiros responsáveis pela crise que estamos a viver: o PS e a extrema-esquerda, que não conseguiram fazer aprovar o Orçamento do Estado e resolver a situação económica e política do país”, indicou.

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O presidente do Chega considerou também que, ainda que o chefe de Estado tenha sido “capaz de transmitir aos portugueses a força que é preciso para os desafios” que vão ter de ser ultrapassados, deu a impressão de que o país “vive fechado única e exclusivamente à volta da pandemia”.

“Portugal tem hoje muitos problemas para além da situação da evolução do covid e da evolução da pandemia”, afirmou, elencando questões como “as falências consecutivas, a falta de apoio aos negócios, aos comércios, aos empresários” ou a “destruição progressiva de empregos”.

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Segundo André Ventura, “tudo isto ficou fora dos pontos centrais” do discurso do Presidente da República.

“Isso é uma carência que não deveria ter acontecido. Marcelo Rebelo de Sousa é, ou deve ser, o representante máximo de Portugal e, neste momento, Portugal tem muitas outras preocupações, muitas outras ansiedades, que não a mera questão do covid, e isso também falhou no discurso do Presidente da República”, afirmou.

O Presidente da República apelou hoje a que a próxima Assembleia da República “dê voz ao pluralismo de opiniões e de soluções” e que o Governo garanta “previsibilidade para as pessoas e para os seus projetos de vida”.

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