Das 69 vítimas identificadas, 54 tinham nacionalidade espanhola e 15 eram estrangeiras
Os restos mortais de 66 das 69 pessoas que morreram no acidente ferroviário ocorrido na passada quarta-feira em Urda, na província de Toledo, já foram entregues às respetivas famílias, informou esta quarta-feira o Centro Integrado de Dados (CID), criado na sequência da tragédia.
Num comunicado divulgado pelo Tribunal Superior de Justiça de Castela-Mancha, o CID indicou que o balanço provisório se mantém em 69 vítimas mortais, 40 homens e 29 mulheres, todas maiores de idade, conforme confirmado pelos Institutos de Medicina Legal e Ciências Forenses de Toledo e Ciudad Real.
Das 69 vítimas identificadas, 54 tinham nacionalidade espanhola e 15 eram estrangeiras.
Entre estas últimas encontram-se um cidadão argentino, dois australianos, um canadiano, um checo, quatro norte-americanos, um francês, dois japoneses, um mexicano, um português e um tunisino.
Estes dados foram recolhidos pelo Centro Integrado de Dados (CID), criado após a ativação do Protocolo Nacional de Atuação Médico-Forense e de Polícia Científica em ocorrências com múltiplas vítimas. Este centro é o único organismo autorizado pelo Real Decreto 32/2009 a divulgar publicamente aos meios de comunicação números oficiais, depois de devidamente confirmados.
O acidente ferroviário de Urda, na província de Toledo, ocorreu a 28 de outubro, quando dois comboios de alta velocidade colidiram. A tragédia provocou 69 mortos e obrigou ao tratamento hospitalar de 110 pessoas, na sequência de ferimentos de gravidade diversa, em hospitais de Castela-Mancha.