Já foram identificadas todas as vítimas mortais da tragédia em Toledo. Entre elas está um português

Há 2h e 37min
Acidente de comboio em Toledo, Espanha (Chema Moya/EFE/EPA via Lusa)
Acidente de comboio em Toledo, Espanha (Chema Moya/EFE/EPA via Lusa)

No total, 69 pessoas morreram após a colisão entre dois comboios

O Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses de Toledo e Ciudad Real já identificou as 69 vítimas mortais do acidente ferroviário ocorrido na passada quarta-feira em Urda (Toledo), no centro de Espanha, de acordo com os dados divulgados na noite desta segunda-feira pelo Centro Integrado de Dados (CID).

De acordo com o balanço provisório divulgado pelo Tribunal Superior de Justiça de Castela-La Mancha, 54 das vítimas mortais são de nacionalidade espanhola e 15 são cidadãos estrangeiros. Entre as vítimas mortais contam-se 40 homens e 29 mulheres, todos maiores de idade.

Entre os 15 cidadãos estrangeiros, quatro são de nacionalidade norte-americana; dois de nacionalidade australiana; dois, japonesa; um, argentina; um, canadiana; um, checa; um, francesa; um, mexicana; um, portuguesa e um, tunisina.

As 69 identificações já foram comunicadas a todas as famílias das vítimas e aos serviços consulares competentes, no caso das vítimas de nacionalidade estrangeira.

O balanço provisório, neste momento, continua a ser de 69 vítimas mortais, de acordo com o comunicado do CID, constituído na sequência da ativação do Protocolo Nacional de Intervenção Médico-Forense e da Polícia Científica em incidentes com vítimas múltiplas.

Das 69 identificações das vítimas mortais, 56 foram efetuadas através de impressões digitais, realizadas pelo Serviço de Criminalística da Guarda Civil, de acordo com a informação divulgada pelo Tribunal Superior de Justiça de Castela-La Mancha.

As restantes 13 foram identificadas através de análises de ADN realizadas pelo Instituto Nacional de Toxicologia, em colaboração com o Serviço de Criminalística da Guarda Civil.

O procedimento seguido após a identificação da pessoa falecida consistiu, em primeiro lugar, na notificação pessoal e presencial à família e, só depois de a notificação ter sido efetuada de forma comprovada — e não antes disso —, a identificação foi incorporada nas estatísticas oficiais que o Centro de Integração de Dados divulga publicamente.

O CID referiu ainda que 55 falecidos já foram entregues aos seus familiares e acrescenta que os trabalhos de identificação da totalidade das 69 vítimas mortais foram realizados com o maior rigor e celeridade possíveis.

Mais de 60 profissionais estiveram a participar em Toledo, desde a passada quarta-feira, nos trabalhos de realização de autópsias e identificação dos falecidos, entre os quais médicos legistas dos Institutos de Medicina Legal e Ciências Forenses de Toledo (12), Ciudad Real (4), Cáceres (2), Cuenca (1), bem como duas médicas legistas consultoras do Ministério da Presidência, Justiça e Relações com as Cortes.

Participaram também na realização das autópsias um total de oito técnicos de autópsia (três de Toledo, dois de Albacete, dois de Cáceres e um de Guadalajara).

Nove profissionais do Instituto Nacional de Toxicologia encarregaram-se da realização dos testes de ADN post mortem.

Foram, no total, 27 agentes da Guarda Civil, pertencentes ao Serviço de Criminalística e Polícia Judicial, que realizaram as identificações através de impressões digitais, para além da análise de ADN dos familiares que comunicaram os desaparecimentos.

Para além de todos estes efetivos, o CID informa que foi criado um serviço de apoio às famílias das vítimas, composto por três psicólogas do Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses de Toledo e uma psicóloga do Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses dos Órgãos com Jurisdição Estatal.

Acrescenta ainda que a Unidade Militar de Emergências (UME) prestou, até à conclusão das identificações e notificações, um apoio logístico essencial às ações desenvolvidas pelo Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses de Toledo e de Ciudad Real, disponibilizando as capacidades e os meios necessários para facilitar a gestão dos falecidos e o desenvolvimento dos trabalhos de identificação e assistência médico-forense.

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