Tracking Poll: AD sobe pela primeira vez em plena vaga de manifestações (mas ainda longe da frente)
Apesar da subida da AD nas intenções de voto, a coligação do Governo continua fora da zona de empate técnico, tendo em conta que, no melhor dos cenários, não vai além dos 25,5% e o PS, no mínimo, alcançará os 26,1%
Depois de na semana passada ter perdido popularidade entre portugueses que responderam à Tracking Poll feita pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal e semanário SOL, a AD sobe 0,7% para os 22,3% depois de uma semana marcada pelo debate do OE2027 e pelas manifestações pela habitação no Porto e em Lisboa.
Apesar da subida, a coligação do Governo continua fora da zona de empate, porque o PS também subiu 0,2 pontos percentuais nos últimos sete dias, totalizando 29,6% das intenções de voto. Tendo em conta a margem de erro de ±3,53%, o PS poderá ter um resultado mínimo de 26,1%, enquanto a AD não vai além de um máximo de 25,5%.
De acordo com a sondagem da da Pitagórica para a TVI, CNN Portugal e semanário SOL, entre PS e AD continua o Chega, com 27,3% dos votos, menos 0,6 pontos percentuais do que na última análise. O partido presidido por André Ventura é mesmo o único dos três principais a cair na popularidade entre os inquiridos para a Tracking Poll.
Nos restantes partidos, IL, Livre e CDU caem nas intenções de voto com quebras de 0,5; 0,1 e 0,4 pontos percentuais, respetivamente, correspondendo a 5,6%; 3,6% e 2,4%. Em contraponto, BE e PAN sobem 0,4 e 0,1 pontos percentuais, totalizando, 2,2% e 1,2%. Do total de inquiridos, 5,8% diz que optaria por votar branco ou nulo.
Taxa de aprovação do Governo cai para 32%
Em discordância com a subida nas intenções de voto na AD, a taxa de aprovação do Governo caiu 1 ponto percentual, atingido agora os 32%. Para agravar a situação do Executivo, 61% dos inquiridos diz agora que desaprova a atuação dos escolhidos de Luís Montenegro. Apesar da tendência, 62% dos eleitores inquiridos acreditam que o Governo vai chegar ao fim da legislatura, sendo que apenas 33% responde em sentido contrário.
Quando a pergunta se centra no próprio primeiro-ministro, a taxa de aprovação mantém-se nos 30%. A Tracking Poll regista ainda um aumento de um ponto percentual, para 66%, da taxa de desaprovação de Luís Montenegro.
Quando questionados sobre quem seria o melhor primeiro-ministro para Portugal, José Luís Carneiro está agora nos 33,3%, seguindo-se Luís Montenegro, em quem 27,6% dos inquiridos mantém a confiança, e André Ventura, com 22,3%. Nos últimos sete dias, o líder do PS regista um aumento de 2,1 pontos percentuais, o atual primeiro-ministro uma quebra de 1,5 pontos percentuais e o presidente do Chega também cai 0,7 pontos percentuais.
Em semana de debate do OE2027 e manifestações pela habitação, Miranda Sarmento mantém-se como ministro preferido
Numa semana em que foi um dos rostos do debate do OE2027, o ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, prossegue como o "melhor ministro" aos olhos dos portugueses, com 16,2%, um aumento de 1,5 pontos percentuais face à última análise.
Apesar dos preços dos combustíveis continuarem a ser uma das principais queixas dos eleitores, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho segura a segunda posição do ranking de ministros com melhor avaliação, com 7,8%, com um aumento de 0,4 pontos percentuais do que há uma semana.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, está na terceira posição do ranking de ministros com melhor avaliação com 7%, ainda que com uma quebra de 0,2 pontos percentuais face à última análise.
Em sentido oposto, o título de "pior ministro" do Governo de Luís Montenegro, com 35% de opiniões negativas, pertence ao ministro da Administração Interna. Numa semana que ficou marcada pelo rescaldo das cargas policias nas manifestações pela habitação no Porto e em Lisboa do fim de semana, Luís Neves desce mais 3,6 pontos percentuais.
Ana Paula Martins, responsável pela pasta da Saúde, arrecada o segundo lugar das piores avalições, com -32,7%, uma quebra de 0,5 pontos percentuais.
Fernando Alexandre, ministro da Educação, Ciência e Inovação, continua no terceiro lugar deste ranking, sendo que subiu 0,8 pontos percentuais, fixando-se agora nos -9,5%.
Questionados sobre se Portugal está a caminhar na direção correta, 62% acredita que não, enquanto 32% defende que o país está a ser bem governado.
A taxa de aprovação do Presidente da República desce 4 pontos percentuais, para os 66%, sendo que 24% das pessoas inquiridas desaprovam a presidência de António José Seguro.
Por fim, há um ponto que divide os inquiridos: a abstenção do PS no Orçamento do Estado. De acordo com 38,2%% dos que responderam, o partido de José Luís Carneiro tomou uma boa decisão; 33,3% avalia negativamente a decisão socialista.
Para 35,6%, viabilizar o OE2027 foi uma opção que enfraquece o PS enquanto partido que aspira a governo. Contudo, 31,2% diz que a decisão de Carneiro fortalece os socialistas.
Ficha Técnica
A Pitagórica realiza para a TVI, CNN Portugal e O SOL uma sondagem de acompanhamento semanal (tracking poll), destinada a avaliar de forma contínua a opinião dos eleitores portugueses sobre a atualidade política nacional, nomeadamente a intenção de voto nas eleições legislativas, a aprovação do Governo, a avaliação das lideranças partidárias e outros temas relevantes.
A amostra de cada publicação é constituída por 804 entrevistas, representativas do universo eleitoral português em termos de género, idade e região. A amostra inicial foi recolhida ao longo de quatro semanas, com 201 entrevistas por semana:
- semana de 5 de outubro de 2026: 201 entrevistas.
- semana de 12 de outubro de 2026: 201 entrevistas.
- semana de 19 de outubro de 2026: 201 entrevistas.
- semana de 26 de outubro de 2026: 201 entrevistas.
Posteriormente, o estudo funciona através de uma amostra móvel: todas as semanas são incorporadas 201 novas entrevistas e retiradas as 201 entrevistas mais antigas, mantendo-se uma base de 804 entrevistas. Este modelo permite acompanhar continuamente a evolução da intenção de voto e dos restantes indicadores avaliados.
Para uma amostra de 804 entrevistas, considerando uma população infinita, um nível de confiança de 95,5% e p=0,5, a margem de erro máxima é de ±3,53%. A seleção dos entrevistados é realizada através da geração aleatória de números de telemóvel, respeitando a proporção dos três principais operadores móveis. Sempre que necessário, são também selecionados aleatoriamente números de telefone fixo.
Foram realizadas 1.564 tentativas de contacto, para alcançarmos 804 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 51,41%
As entrevistas são realizadas por telefone através do sistema CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing. A distribuição dos indecisos é efetuada de forma proporcional.
A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa e os resultados são depositados junto da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, para consulta online.