O PCP já decidiu o que vai fazer durante o discurso de Zelensky mas não diz já ("podem fazer a pergunta de 20 maneiras diferentes mas só respondemos amanhã")

Agência Lusa , BCE
19 abr, 15:06

Bancada comunista foi a única força política que se opôs à realização de uma sessão solene por videoconferência com o Presidente ucraniano, que se dirige ao Parlamento esta quinta-feira pelas 17:00

O PCP vai fazer uma declaração pública esta quarta-feira, na Assembleia da República, sobre a posição que vai tomar na sessão solene com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, por videoconferência.

“Amanhã [quarta-feira] a nossa posição vai ser conhecida. Podem fazer a pergunta de 20 maneiras diferentes, e são muito criativos, eu sei, mas a resposta é que amanhã se saberá”, disse o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, depois de ser questionado pelos jornalistas, à margem de uma visita ao Instituto de Apoio à Criança, em Lisboa.

Questionado sobre se o partido se fará representar na sessão solene de quinta-feira, Jerónimo de Sousa respondeu apenas que a posição “está decidida”.

Fonte do partido esclareceu que ainda não havia hora prevista para a conferência de imprensa, remetendo para uma informação que será divulgada durante esta terça-feira pelo PCP.

A bancada comunista foi a única força política que se opôs à realização de uma sessão solene por videoconferência com o Presidente ucraniano, considerando que contaria o papel da Assembleia da República enquanto órgão “em defesa da paz”.

“A Assembleia da República, enquanto órgão de soberania, não deve ter um papel para contribuir para a confrontação, para o conflito, para a corrida aos armamentos. O seu papel deve ser exatamente o oposto. O papel da Assembleia da República deve ser um papel em defesa da paz", sustentou em 6 de abril a líder parlamentar, Paula Santos.

Volodymyr Zelensky discursou videoconferência em vários parlamentos europeus, como, por exemplo, de Espanha, Itália ou Grécia, no Parlamento Europeu e até no Congresso dos Estados Unidos da América desde o início da invasão da Rússia àquele país, em 24 de fevereiro.

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