De la Barrera: «Não podemos viver numa montanha-russa»

Rafael Vaz , Estádio da Luz, Lisboa
18 fev, 20:42
Benfica-Vizela

A análise do treinador do Vizela derrota na Luz

O treinador do Vizela, Rúben de la Barrera, em declarações na conferência de imprensa após a derrota em casa do Benfica (6-1), em jogo da 22.ª jornada da Liga:

[O que disse à equipa ao intervalo] «Muitas coisas derivam do primeiro golo sofrido, e a proximidade entre o primeiro e o segundo golo. Devíamos ter competido. Ao intervalo falámos claramente de reforçar o meio-campo e meter outro jogador junto ao Essende. Na segunda parte eles também baixaram a intensidade. Fizemos um golo, tivemos um penálti, mas reconheço a superioridade do Benfica. Nós agora temos de preparar-nos para o próximo jogo.

[Correu tudo mal ao Vizela esta tarde?] Na primeira parte nada nos foi favorável, isso está claro. Na segunda parte queríamos jogar um jogo novo de 45 minutos. Aproveitámos de crescer e competir.

Sobre os efeitos que isto pode ter, não significa grande coisa. É assim. Os pontos são o que são, mas eu pessoalmente acho que neste tipo de cenários temos de aproveitar a oportunidade. Não era fácil jogar neste estádio. O que me deixa incomodado é as coisas que permitimos ao Benfica. Jogámos curto quando tínhamos de jogar longo e vice-versa. Não jogámos a favor da pressão do Benfica. Faltou ter mais bola com bola. Essa foi a principal diferença entre a primeira e a segunda parte.

Se competimos como queremos competir, será diferente. Claro que sonhávamos com outro resultado, mas isto pode acontecer. Temos um jogo importante no domingo [frente ao Estoril], temos de estar prontos e competir bem para ganhar. Não podemos viver numa montanha-russa.

[Apesar de não ter tido um jogo feliz, o Vizela manteve a identidade] Temos de aproveitar todos os minutos para crescer. A equipa tem de saber defender menos ou mais alto, tem de saber atacar mais por dentro ou por fora… neste tipo de jogos temos de evitar erros. Tenho de rever o jogo, mas tenho a sensação de que permitimos muitas vantagens ao Benfica.

Temos noção da qualidade do Benfica. Marcaram o primeiro, depois o segundo, o terceiro… e emocionalmente também foi mais fácil. Aqui não é basquetebol, não se pode pedir descontos de tempo, não é simples.

[O que aconteceu com o Ruberto] Teve uma dor abdominal, temos de aguardar para ver o que aconteceu com ele. Outro aspeto, nunca tivemos a possibilidade de ter toda a equipa disponível. Veremos.»

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