Pedopsiquiatra defende que vacina contra a covid-19 deve ser dada nas escolas

10 dez 2021, 09:55

Diretora do serviço no Hospital de São João, no Porto, reforça que atitude dos pais "vai ser determinante para tranquilizar os filhos" neste processo

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Se a vacina contra covid-19 pudesse ser dada nas escolas, seria benéfico para as crianças entre os 5 e os 11 anos, de acordo com a pedopsiquiatra e diretora do serviço no Hospital de São João, no Porto, Maria do Carmo Santos.

Em entrevista à CNN Portugal, a especialista abordou esta sexta-feira o tema central do dia, a vacinação contra a covid-19 nas crianças, e explicou que, se esse processo decorresse nas instituições de ensino, será num "ambiente favorável às crianças".

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"É um espaço que elas conhecem, que frequentam diariamente, o que pode facilitar", explica a clínica.

À CNN, a médica disse que a vacinação é um tema que causa sempre algum desconforto nas crianças. "É uma vacina nova, uma doença nova e foi sujeita a tanta discussão e alvo a algumas divergências, é natural que seja testemunhada pelas crianças", explica, avançando que a atitude dos pais "vai ser determinante para tranquilizar os filhos".

"Não vale a pena dizer que a vacina é segura se o olhar dos pais não transmitir isso", continuou Maria do Carmo Santos, sob pena de que os mais pequenos possam ficar ansiosos caso contrário.

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Quando os pais não estão de acordo

pais que não partilham da mesma ideia sobre vacinar os filhos contra a covid-19. Quando assim é, a pedopsiquiatra diz que os pais devem "focar-se na informação que vem da Autoridade de Saúde, o Centro Europeu de Controlo de Doenças, ver o exemplo de outros países e perceber o que já está a ser feito em relação à vacina e chegarem a um acordo. Não é fácil, mas é fundamental", lembra.

Recorde-se que esta quinta-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou a posição técnica que sustentou a recomendação da vacinação contra a covid-19 das crianças entre os 5 e os 11 anos. A autoridade de saúde diz que a publicação deste documento é feita "com vista à necessária tranquilidade social neste processo".

A Comissão Técnica de Vacinação contra a covid-19 (CTVC) teve em consideração o aumento de casos naquela faixa etária, atualmente responsável por 40% dos casos diagnosticados nas pessoas com menos de 18 anos. Lembra o documento que a vacinação foi aprovada pela Agência Europeia do Medicamento, destacando que "não são conhecidos potenciais riscos associados a reações adversas mais raras", como é o caso de miocardites ou pericardites. Destaca o documento que o parecer “resulta de estudos internacionais" e da "avaliação de risco-benefício".

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