Portugal não vai aumentar grau de ameaça terrorista apesar de vários países europeus o estarem a fazer

26 mar, 18:00
Policia (AP)

Recorde-se que, nos últimos dias, vários países europeus decidiram elevar o grau de alerta, na sequência do atentado terrorista reivindicado pelo ISIS-K, em Moscovo, onde morreram 137 pessoas

O Sistema de Segurança Interna (SSI) decidiu não aumentar o nível de alerta para ameaças terroristas em Portugal, considerando que a atual avaliação de ameaça é adequada, mesmo tendo em conta que vários países europeus o estão a fazer, após o atentado reivindicado pelo Estado Islâmico em Moscovo, e que fez mais de 130 mortos.

“Consultados os competentes serviços, considera-se que se trata do grau adequado, não havendo, de momento, qualquer intenção de agravar ou desagravar tal grau, não obstante as notícias que vão chegando de outros países europeus, que vivem em contextos de ameaça diversos do nosso”, revelou à CNN Portugal fonte do secretário-geral do SSI.

Em outubro de 2023, logo após o ataque terrorista do Hamas em Israel, Portugal decidiu aumentar o grau de ameaça terrorista de nível 4 “moderado” para nível 3 “significativo”, após avaliação do Serviço de Informações de Segurança. Esta avaliação permanece inalterada desde então.

O Secretário-Geral do SSI diz estar a "acompanhar de perto a evolução dos acontecimentos" e não descarta a tomada de medidas adicionais de segurança em determinados locais públicos, no entanto, remete essas decisões para a Polícia de Segurança Pública, que é “a força de segurança competente nesta matéria”. 

Recorde-se que, nos últimos dias, vários países europeus decidiram elevar o grau de alerta, na sequência do atentado terrorista reivindicado pelo ISIS-K, em Moscovo, onde morreram 137 pessoas.

França decidiu aumentar o nível de alerta para o grau mais elevado, depois de uma reunião no Eliseu, entre o Conselho de Segurança francês, o executivo e o presidente Emmanuel Macron. A decisão faz com que o país aumente o número de agentes de segurança nas ruas, aumente o número de patrulhas e permite a utilização de unidades militares para vigiar áreas com grandes aglomerados, como aeroportos, estações de comboios ou locais de culto religioso.

“Este grupo específico, que se acredita estar envolvido neste ataque, realizou várias tentativas no nosso solo nos últimos meses”, admitiu Macron.

Horas depois, Itália tomou a mesma decisão e começou a aumentar a segurança no país, depois de uma reunião do Conselho de Segurança nacional. O Ministro da Administração Interna italiano sublinhou que a medida é particularmente urgente uma vez que se aproxima a Semana Santa e são esperados grandes números de visitantes em Roma e no Vaticano.

Na Alemanha, o porta-voz do Ministério do Interior, Cornelius Funke, disse que a ameaça dos extremistas islâmicos “continua grave”, mas a avaliação de risco das autoridades permanece inalterada.

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