Despedimento de Sam Altman gera debandada de executivos da OpenAI

ECO - Parceiro CNN Portugal , Luís Leitão
19 nov, 11:29
Sam Altman, CEO da OpenAI (AP)

São já três os executivos da OpenAI que se demitiram, no rescaldo da demissão de Sam Altman por parte da administração da empresa da qual é fundador

Sam Altman, co-fundador da empresa criadora do ChatGPT, foi demitido pela administração da empresa durante uma videochamda na sexta-feira.

No comunicado em que anunciou a decisão, a OpenAI refere que já não tinha “confiança” na capacidade de Sam Altman para liderar a empresa, acrescentando que ele “não era consistentemente sincero nas suas comunicações, o que impede a sua capacidade de exercer as suas responsabilidade.”

Como consequência do afastamento de Altman, três executivos da empresa anunciaram também na sexta-feira a sua intenção de abandonar a OpenAI. Segundo informação avançada por The Information, entre os elementos que abandonam agora a empresa criadora do ChatGPT estão Jakub Pachocki, diretor de investigação da OpenAI, que, segundo a própria empresa, teve uma ampla responsabilidade no desenvolvimento do GPT-4.

“A liderança geral e a visão técnica de Jakub Pachocki para o esforço de pré-treino foi notável e não estaríamos aqui sem ele”, referiu Sam Altman num post no X (antigo Twitter), no início deste ano.

 

 

A Pachocki, juntou-se também na debandada de executivos da OpenAI Aleksander Madry, chefe de uma equipa que analisa os riscos da inteligência artificial, e Szymon Sidor, um investigador que estava na empresa há sete anos.

Além destes, também Greg Brockman, co-fundador e presidente da OpenAI, já disse que irá deixar a empresa, como consequência da demissão de Altman.

Numa publicação publicada no X, Brockman partilhou com os seus seguidores a mensagem que enviou aos funcionários da empresa em que se mostra “orgulhoso do que todos nós construímos juntos, desde que começámos no meu apartamento há oito anos… mas, com base nas notícias de hoje, eu demito-me.”

 

 

Quanto a Altman, começou por deixar uma mensagem na sua conta na rede social X em que revela que o tempo que passou na OpenAI “foi transformador para mim pessoalmente e, espero, para o mundo um pouco”, e que adorou trabalhar “com pessoas tão talentosas”, prometendo explicações para mais tarde.

Esse tempo não demorou muito tempo. Sete horas depois, o co-fundador da OpenAI deixou um outro post em que refere que “hoje foi uma experiência estranha em muitos aspetos”, sublinhando que houve um facto inesperado “que foi como ler o nosso próprio elogio fúnebre enquanto ainda estamos vivos.”

Numa última publicação, Sam Altman abre um pouco mais do livro, escrevendo que, “se eu começar a falhar, o conselho de administração da OpenAI deve perseguir-me pelo valor total das minhas ações”.

 

 

Tomando por certo o que disse em julho, em que Altman anunciou não deter qualquer ação da empresa, recebendo apenas um salário, esta última mensagem pode ser interpretada como tendo sido escrita com uma boa dose de sarcasmo pelo ex-CEO da criadora do ChatGPT, dado que qualquer acordo de confidencialidade que tenha celebrado com a empresa, caso acabe por falar, as consequências (do ponto de vista da perseguição para lhe ficarem com as ações) não se coloca.

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