Tal como Costa, Marcelo não tem dúvidas: Rita Marques violou "claramente" a lei

12 jan, 12:50

“A lei é muito clara. É um dos casos mais claros, do ponto de vista ético e legal", considerou o Presidente da República

O Presidente da República afirmou esta quinta-feira que a ex-secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, violou "claramente" a lei, ao ir trabalhar para uma empresa do setor que tutelou enquanto governante.

“A lei é muito clara. É um dos casos mais claros, do ponto de vista ético e legal", disse Marcelo Rebelo de Sousa. “Eticamente, ainda antes de sair na lei, não se deveria ir trabalhar para um setor no qual se exerceu poderes de autoridade logo a seguir a ter governado esse setor. A lei consagrou isso para não haver dúvidas”, afirmou o chefe de Estado.

“Quando alguém é indicado para exercer uma função política, como é ser governante, faz uma escolha, que hoje está na lei e durante muito tempo não esteve. Era apenas ética e moral. Para que a mulher de César pareça honesta, não basta sê-lo, tem de parecê-lo”, considerou.

Rita Marques, ex-secretária de Estado do Turismo, foi contratada pelo grupo The Fladgate Partnership, onde vai ser diretora do World of Wine (WoW), projeto que beneficiou de apoios públicos no valor de 30 milhões de euros.

Além de um polémico despacho, assinado a 21 de janeiro de 2022 pela então governante e que concede o estatuto de utilidade turística definitiva ao WoW até ao final de 2025, há um apoio público de quase 5,4 milhões de euros no Portugal2020, aprovado igualmente quando Rita Marques fazia parte do Governo liderado por António Costa.

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