Fotógrafo morre de frio depois de nove horas caído no passeio de uma rua movimentada de Paris

28 jan, 09:37
René Robert

René Robert tinha 84 anos. Saiu de casa para um passeio e caiu no chão, onde ficou inanimado até que um sem-abrigo chamou os bombeiros

“Assassinado pela indiferença”. Foi assim que, numa publicação no Twitter, o jornalista e músico francês Michel Mompontet descreveu a morte do amigo René Robert, o fotógrafo franco-suíço especializado em fotografar artistas de flamenco, desde Paco de Lucía a Camarón de la Isla.

Robert, que tinha 84 anos, saiu da sua residência na Rue de Turbigo, no centro de Paris, para uma caminhada na noite de quarta-feira, 19 de janeiro. Passava pouco das nove da noite quando caiu no passeio, não muito longe de casa, desconhecendo-se por agora se terá tropeçado ou sofrido um desmaio. Ali ficou, entre uma loja de vinhos e uma ótica, à vista de quem passava, locais, turistas, trabalhadores dos restaurantes em redor. Segundo a imprensa francesa, passou as nove horas seguintes estendido no chão, sem que ninguém lhe prestasse auxílio ou chamasse os serviços de emergência.

Foi preciso esperar pelas 6:30 do dia seguinte, quando um sem-abrigo alertou os bombeiros que, no local, encontraram um homem “deitado no chão, com um traumatismo craniano e sangue”. Em estado de hipotermia, a morte do fotógrafo foi declarada no hospital Cochin. René Robert morreu de “hipotermia severa”.

“Era discreto. Muito atento aos outros, divertido, mas era um homem de poucas palavras. Falava em voz baixa. Não gostava muito de falar, como muitos fotógrafos”, descreve-o o amigo Mompontet. O jornalista revelou entretanto que os amigos do fotógrafo conseguiram localizar o sem-abrigo que deu o alerta, mas este não quis tornar pública a sua identidade. 

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