Relógio de Adolf Hitler vendido em leilão por mais de um milhão de euros

30 jul, 20:53
Relógio pertencente a Adolf Hitler (BBC)

A venda não foi bem aceite por vários líderes judeus, que a descreveram como "abominável"

É um relógio da marca Huber, tem uma suástica desenhada e as iniciais AH gravadas e foi vendido por 1,1 milhão de dólares (1,1 milhão de euros), num leilão nos Estados Unidos. Quem era AH? Adolf Hitler.

Um relógio que se pensa ter pertencido a Hitler foi vendido num leilão no Alexander Historical Auctions em Maryland, a um comprador anónimo. Apesar do elevado valor, a venda ficou aquém das expectativas da casa de leilões, que esperava um valor entre dois e os quatro milhões de dólares, escreve a BBC.

Acredita-se que o relógio tenha sido oferecido ao líder nazi como presente de aniversário, em 1933, embora não existam provas de quem era o seu verdadeiro dono. Um especialista independente avaliou o objeto e concluiu que “era altamente provável” que pertencesse a Hitler.

O relógio tem uma suástica desenhada e as iniciais AH gravadas (BBC)

12 anos depois de ser oferecido, quando 30 soldados franceses invadiram o seu refúgio em Berghof, foi levado. Pensa-se que tenha sido vendido e passado de geração em geração. 89 anos passados depois da sua oferta, é agora vendido por mais de um milhão de euros.

Um valor que está a chocar pelo menos 34 líderes judeus, que escreveram uma carta aberta onde descreveram a venda como “abominável” e pediram que os itens nazis fossem retirados do leilão.

Isto porque para além do relógio- o item com maior popularidade- foram vendidos no leilão um vestido que terá pertencido a Eva Braun (esposa de Hitler), fotos autografadas por oficiais nazis e uma estrela de David com a palavra “Jude” (Judeu, em português), que os judeus eram obrigados a usar durante o holocausto.

Em resposta à carta aberta, a casa de leilões Alexander Historical Auctions afirmou que o objetivo da venda era preservar a história- "Seja uma história boa ou má, deve ser preservada", disse a vice-presidente Mindy Greenstein à Deutsche Welle. "Se a história for destruída, não há provas de que aconteceu".

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