Festivais e eventos: "A segurança das pessoas tem que estar acima de tudo", diz António Costa

CNN Portugal , MJC
12 jul, 14:06

António Costa relembra que o festival de música está previsto para uma herdade no Meco, que é uma zona florestal, onde o risco de incêndio é mais elevado

O primeiro-ministro António Costa não descarta a possibilidade de cancelar o festival Super Bock Super Rock previsto para os dias 14 a 16 de julho, referindo que outra hipótese é a sua deslocalização para outro espaço considerado mais seguro. "A segurança das pessoas tem que estar acima de tudo", disse António Costa, no final da reunião com a Proteção Civil, relembrando que até à meia-noite de sexta-feira está em vigor o estado de contingência que implica a proibição de eventos em todas as zonas florestais, "com exceções", e que estas terão de ser avaliadas pelas autoridades competentes.

"Tendo sido decretado um alerta, isso implica a proibição de uma série de eventos", explicou. "Há um contacto da Proteção Civil com os promotores dos eventos [o festival Super Bock Super Rock no Meco e a Concentração Motard em Faro] tendo em vista compatibilizar a realização dos eventos com a proteção das pessoas. Estamos todos a fazer um esforço", disse, sublinhando que "os promotores têm que adaptar os eventos às circunstâncias".

António Costa relembra que o festival de música está previsto para uma herdade no Meco, que é uma zona florestal, onde o risco de incêndio é mais elevado: "Porventura tem de haver uma deslocalização do evento para outro sítio".

Na conferência de imprensa, Costa confirmou que se está a tentar "encontrar a melhor forma para, com o menor prejuízo para os promotores, garantir a segurança de todas as pessoas, sobretudo daquelas que irão participar no evento".

O primeiro-ministro percebe que o cancelamento do festival seria "um enorme transtorno" para os promotores, sobretudo depois de dois anos de pandemia durante os quais os festivais de música não se realizaram, mas reafirma que acima de tudo está a segurança das pessoas. "Este risco existe nesta altura do ano, é para isso que existem as seguradoras", afirmou. De qualquer forma, ainda não está tomada qualquer decisão, tudo depende da evolução das condições meteorológicas e da avaliação técnica do risco de incêndio.

"Percebo as questões que estes eventos suscitam mas diria que este não é o maior problema do país nos próximos dias", concluiu António Costa. "O grande problema é o elevadíssimo risco de incêndios que corre todo o território nacional", com temperaturas elevadas e "ventos fortíssimos". Assim, voltou a apelar à "responsabilidade coletiva", para que nos próximos dias se faça o mínimo de ignições e não se use máquinas agrícolas.

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