Mundial 2030: apresentados os pilares para o «melhor Mundial de sempre»

Ricardo Gouveia , Cidade do Futebol
19 mar, 18:17
António Laranjo, coordenador da candidatura ao Mundial 2030 (JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA)

Portugal, Espanha e Marrocos apresentaram esta terça-feira a candidatura à organização do Mundial 2030

As federações de Portugal, Espanha e Marrocos juntaram-se esta terça-feira na Cidade do Futebol, em Oeiras, para lançar os pilares da candidatura para o Mundial 2030, numa cerimónia em que também foi divulgado o vídeo promocional, o logotipo da candidatura e os nomes dos dez embaixadores que vão promover a iniciativa conjunta. Todas as partes apontaram para a realização do «melhor Campeonato do Mundo de todos os tempos» e fizeram várias referências ao primeiro Mundial disputado entre dois continentes, sem nunca referir a eventual participação de três países da América do Sul nos jogos de abertura, num ano em que a competição vai festejar cem anos.

Fernando Gomes, presidente da FPF, fez as honras da casa, no papel de anfitrião, logo após a divulgação do vídeo promocional, para falar precisamente num Mundial organizado por três países de dois continentes, «com uma única ambição». Realizar «um Mundial que a história recorde não apenas por sere o melhor de sempre, mas por ser aquele que definiu novos padrões para o futuro da competição», «uma marca que o tempo não consiga apagar».

Figo, Ronaldo, Iniesta e Naybet entre os embaixadores do Mundial 2030

O líder da FPF enfatizou depois a «união» dos três países vizinhos do Mediterrâneo, unidos num mesmo propósito, reforçados com as suas infraestruturas desportivas, mas também turísticas. «Três países vizinhos que alicerçaram as suas relações com base na confiança, no respeito e na colaboração. Três países que mar une, não separa. Três países com a mesma paixão: o futebol», destacou resumindo como factor de união entre as três nações «o mar, o sol e o vento».

Fernando Sainz, em nome da federação espanhola, também apontou para o «melhor Mundial de sempre», «num projeto que se iniciou há três anos e que, pouco a pouco, se foi consolidando com pilares sólidos, nos quais os três países vão-se unir num propósito único».

Faouzi Kekjaa, presidente da Federação de Marrocos, também se referiu à união entre os três países mediterrânicos como «um exemplo para o mundo». «um exemplo pelo entendimento entre três civilizações, pela construção de pilares para um futuro comum que é organizar um evento desta dimensão. Três nações com a sua juventude, segmentos demográficos que amam o futebol que é um evento extraordinariamente importante em todo o mundo. Queremos um evento desportivo sem igual que fique na memória de todos», destacou o representante de Marrocos.

Yalla, vamos 2030: três países unidos pelo mar, sol e paixão pelo futebol

António Laranjo, coordenador da candidatura, assumiu depois as rédeas da apresentação da candidatura tripartida, que vai ser sustentada em quatro pilares: sustentabilidade, inovação, investimento e impacto social. «Hoje começa uma nova etapa da nossa candidatura. Uma etapa que reflete o esforço que os nossos três países estão a fazer, a marca que queremos deixar para o futebol a nível global», destacou.

Quatro pilares que foram apresentados como estando «interligados». A começar pela sustentabilidade. «Queremos ser o primeiro Mundial a criar um impacto positivo no ambiente e na água. Temos dos melhores especialistas a nível mundial em matérias de sustentabilidade. Queremos alinhar o Mundial com os objetivos de neutralidade carbónica definidos nos acordos de Paris», destacou António Laranjo que também falou em transportes «de baixa poluição.

A sustentabilidade vai estar ligada à inovação e à tecnologia que permita aos adeptos sentir «a atmosfera do Mundial de firma global. Quanto ao investimento, Laranjo referiu que os três países «já contam com um conjunto de estruturas que lhes permitem avançar para a candidatura sem novas construções de vulto. «Estamos empenhados para que os novos investimentos sejam criteriosos, racionais e sustentáveis».

Um Mundial que a organização pretende que tenha ainda um forte «impacto social», que seja uma «uma verdadeira celebração da diversidade e inclusão», um «exemplo de união sem fronteiras».

«Agora vamos ao trabalho!», destacou ainda António Laranjo a fechar a cerimónia.

Recordamos que, de acordo com o Regulamento da FIFA, a próxima etapa neste processo passa pela apresentação formal do dossiê de candidatura, já no próximo mês de Julho, enquanto a decisão final da FIFA será votada no Congresso da FIFA, no último trimestre do presente ano.

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