Primeira-ministra sueca demite-se sete horas depois de ter sido eleita

24 nov, 22:55
Magdalena Andersson
Magdalena Andersson

Magdalena Andersson foi, ainda que por horas, a primeira mulher sueca a chefiar um governo

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A primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, demitiu-se nesta quarta-feira do cargo, sete horas depois de ter sido eleita.

“Apresentei a demissão como primeira-ministra”, disse Andersson aos jornalistas, em conferência de imprensa.

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A decisão surge na sequência do chumbo da proposta de orçamento do Estado apresentada pelo governo, liderado pelo Partido Social-Democrata (SAP), e da luz verde dada ao documento elaborado pela oposição, incluindo pelos Democratas Suecos (SP), de extrema-direita.

Esta aprovação levou um dos parceiros de governo do SAP, os Verdes, a sair da coligação, por se recusarem a trabalhar com um orçamento “preparado pela extrema-direita”.

Há uma prática constitucional que estabelece que um governo de coligação deve demitir-se quando um dos partidos se afasta. Não quero liderar um executivo cuja legitimidade será questionada", afirmou Magdalena Andersson.

Citada pela Reuters, a líder dos sociais-democratas disse, porém, esperar voltar a tomar posse num “governo de partido único”.

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Andersson tinha sucedido a Stefan Lofven, que se demitiu do cargo a 10 de novembro.

Aplaudida de pé por alguns dos setores do parlamento após a votação, que lhe assegurou o cargo de primeira-ministra por um voto, Andersson foi a primeira mulher sueca a ser eleita chefe de governo, numa altura em que se comemoram os 100 anos das primeiras decisões políticas sobre direitos universais e o voto das mulheres na Suécia.

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