Luís Amado defende corte de impostos

17 dez 2023, 12:12
Luís Amado (arquivo)

Em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios o ex-ministro socialista defende que "não podendo haver aumento dos impostos, é provável que se possa considerar uma opção de redução da carga fiscal

Luís Amado, consultor e ex-ministro socialista, defende que o PS tem condições par ser o vencedor no dia 10 de março e descreve o processo que levou às eleições antecipadas como uma “precipitação”. No entanto, o país não será abalado porque “a âncora fundamental para a estabilidade é ter a divida controlada”. Em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros lembra que “a divida é a perda da liberdade, a perda da capacidade de controlo do destino e a total hipoteca aos credores“.

Portugal, segundo o agora consultor, “estava numa situação excecional”, por comparação com outros países, mas ainda está numa situação de exceção. “Assim haja juízo e bom senso“, acrescenta.

O antigo ministro recorda que as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento vão mudar e que praticamente metade dos países da zona euro está em défice excessivo, o que não acontece em Portugal.

“A OCDE considera, em grande parte, resulta também desse reconhecimento, de que há uma carga fiscal tão grande já na economia portuguesa que dificilmente há margem para fazer qualquer ajustamento pela via do aumento dos impostos. Portanto, não podendo haver aumento dos impostos, é provável que se possa considerar uma opção de redução da carga fiscal”, afirmou na entrevista.

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