Rio Ave-V. Guimarães, 2-1 (crónica)

Nuno Dantas , Estádio dos Arcos, Vila do Conde
4 mai, 17:31

Luís Freire faz história e atrasa Vitória na luta pelo pódio

Luís Freire fez história no Rio Ave ao alcançar o décimo jogo consecutivo sem conhecer o sabor amargo da derrota e atrasou o Vitória de Guimarães na luta por um lugar no pódio da Liga. Com o triunfo, o técnico vila-condense ultrapassou Carlos Carvalhal e Félix Mourinho, que detinham o anterior recorde, e está muito perto de carimbar a presença no principal escalão do futebol nacional por mais uma época.

Os vitorianos sentiram muitas dificuldades para ultrapassar a boa organização rioavista e estiveram irreconhecíveis, fazendo-se valer da entrega quando o resultado já estava desfavorável. Essa reação valeu um golo que não evitou a derrota, não conseguindo deixar sob pressão Sp. Braga e FC Porto, que ocupam o 4.º e o 3.º lugar, respetivamente.  

Joca faz obra de arte

Luís Freire faz duas alterações no onze depois do empate em Vizela (1-1). Miguel Nóbrega e João Teixeira saíram da equipa e entraram Pantalon e João Graça. Já Álvaro Pacheco mudou apenas uma peça em relação à equipa que bateu em casa o Boavista por 1-0. Nuno Santos foi para o banco e entrou Tiago Silva, depois de excluído da última convocatória devido a uma altercação no treino.

A primeira parte foi intensa, com muitos duelos no miolo de terreno, mas com poucas ocasiões de perigo em ambas as balizas. Os dois esquemas táticos encaixaram-se e só à meia hora de jogo houve reais motivos de interesse quando Jota disparou uma bomba à entrada da área que só parou no fundo das redes, porém, o internacional português estava em fora de jogo no início da jogada.

A resposta vila-condense foi mais eficaz e surgiu perto do descanso. Joca recuperou o esférico à entrada da área, bateu no peito e, de primeira, atirou uma bomba para golo. Bruno Varela nada podia fazer. O intervalo chegava, logo depois, com vantagem da equipa mais eficaz. Fora das quatro linhas, os adeptos davam um excelente espetáculo de apoio aos dois emblemas.

Golo de Nuno Santos foi insuficiente

Os vitorianos entraram melhor, carregando desde cedo para cima da baliza local, ganhando protagonismo Jhonatan. Primeiro foi Jota Silva a rematar para boa intervenção do guardião brasileiro. Depois, o internacional português assistiu Tomás Handel que, isolado, permitiu mais uma defesa a Jhonatan. E acabou por ser o Rio Ave a marcar. Recuperação de bola de Tanlongo, esférico em Boateng que, à entrada da área, rematou colocado para golo.

Os dois treinadores foram mexendo nas equipas. Álvaro Pacheco tentou dar maior tração à frente, enquanto Freire refrescou a equipa, mas manteve a estrutura. Até ao final, a exceção que confirmou a regra. Depois de Nelson Oliveira, com uma cabeçada, obrigar Jhonatan a fazer a defesa do jogo, Nuno Santos, num remate de ressaca, fixou o placard em 2-1.

Depois de todas as dificuldades passadas na primeira metade da época, o Rio Ave está perto de garantir a presença na I Liga na próxima temporada. Não foi por isso de estranhar a grande festa rioavista após o apito final. Luís Freire deitou-se na relva a festejar e Ukra abraçou-o com intensidade. 

Relacionados

Patrocinados