opinião

Olhos nos Olhos

9 jun, 07:00

Notas Soltas

Uma das consequências da pandemia foi a flexibilização do trabalho. A maioria das empresas, e bem, optou por colocar os seus colaboradores em casa, trabalhando, é certo. Nem de outra forma teria sido possível na fase aguda da crise pandémica. Porém, existiram abusos. O teletrabalho em momento algum significou uma disponibilidade superior a um normal horário de trabalho. Existiram, de facto, abusos. Porventura, subsistem em alguns casos. Inaceitável, portanto.

O que agora começa a ser alvo de estudo são as doenças associadas ao teletrabalho, nomeadamente em termos de saúde mental. A falta de "presencialidade" comprometeu as relações de convivência entre colegas. Outro dado: Em 2021, o gabinete nacional de estatística do Reino Unido verificou elementos de abstenção muito elevados em razão de problemas relacionados com o isolamento.

Trabalhar quando as pessoas não estão saudáveis mentalmente comporta sérios riscos para os próprios mas igualmente para as empresas.

Um outro estudo foi elaborado pela companhia norte-americana Goodshape, especializada em saúde mental e no bem estar laboral. As conclusões vão no mesmo sentido: com o teletrabalho, não há olhares, não há gestos, não há comunicação visual directa. E nunca como hoje precisamos tanto de nos fixarmos afectivamente num olhar.

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