"Nunca vai existir outro como ele”. Biden, Obama e Trump chocados com assassínio do ex-primeiro-ministro japonês

Agência Lusa , FMC
8 jul, 18:41
Joe Biden

O presidente norte-americano frisou que "os Estados Unidos estão ao lado do Japão neste momento de luto". Obama lamentou a morte do seu "amigo e parceiro de longa data" enquanto Trump defendeu que "nunca vai existir outro como ele"

O assassínio do ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe é uma "tragédia para o Japão e para todos os que o conheceram", declarou esta sexta-feira o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Biden disse estar "atordoado, chocado e profundamente entristecido" com a notícia, prestando homenagem a Abe, ex-primeiro-ministro que "dedicou a sua vida" a servir o povo japonês.

"A violência armada marca sempre profundamente as populações que são suas vítimas", disse Joe Biden.

"Os Estados Unidos estão ao lado do Japão neste momento de luto”, referiu ainda Biden.

Por sua vez, o ex-Presidente democrata Barack Obama disse estar "chocado e triste" com o assassínio do seu "amigo e parceiro de longa data".

Shinzo Abe "dedicou-se tanto ao país que serviu, como à extraordinária aliança entre os Estados Unidos e o Japão", acrescentou Obama.

O antigo chefe de Estado norte-americano Donald Trump lamentou a “má notícia para o mundo".

Shinzo Abe era "um unificador como nenhum outro, mas, acima de tudo, era um homem que amava e valorizava o seu belo país, o Japão", disse o ex-Presidente norte-americano.

"Nunca vai existir outro como ele”, acrescentou Trump.

Shinzo Abe morreu esta sexta-feira depois de ter sido atingido a tiro enquanto discursava num comício eleitoral em Nara, uma cidade no oeste do Japão.

Abe, 67 anos, foi atingido pelas costas quando fazia um discurso na rua antes das eleições parlamentares de domingo.

O Partido Liberal Democrático (LDP), a que pertencia, anunciou a sua morte após os serviços de saúde terem informado que Abe tinha sido levado para um hospital em paragem cardiorrespiratória, segundo a agência espanhola Efe.

O alegado autor dos disparos foi detido no local segurando uma arma, com a qual terá disparado dois tiros contra Abe.

Trata-se de um antigo membro da componente naval da Força de Autodefesa do Japão, atualmente desempregado.

A polícia identificou-o como Yamagami Tetsuya, 41 anos, originário de Nara.

Desconhecem-se os motivos do atentado.

Os comícios eleitorais no Japão são geralmente realizados na rua e com poucas medidas de segurança, devido à baixa taxa de criminalidade e de ataques com armas de fogo.

Abe foi primeiro-ministro em 2006, durante um ano, e novamente de 2012 a 2020, batendo recordes de longevidade na liderança do Japão.

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