Rendeiro tem problema cardíaco e já foi observado na prisão. Advogada diz que médico "está preocupado" com saúde do ex-banqueiro

15 jan, 12:47

Médico da prisão teme que problema de Rendeiro se agrave com más condições da cadeia de Westville

João Rendeiro sofre de um problema cardíaco e já foi observado pelo médico da prisão onde está detido, no estabelecimento prisional de Westville, estando a defesa preocupada com o estado de saúde do ex-banqueiro.

“Ele teve um problema cardíaco devido a febre reumática”, disse à CNN Portugal a advogada do ex-banqueiro. “O médico está preocupado que as condições na prisão e a tuberculose prevalente nas cadeias de África do Sul possam piorá-lo”, esclareceu June Marks.

A advogada revelou ainda que quer que Rendeiro seja visto por um cardiologista, na sequência das preocupações do médico de Westville. “Devido à idade dele, é uma preocupação”, sublinhou Marks, acrescentando que o ex-banqueiro partilha cela com 50 pessoas.

“Infelizmente, as condições na prisão são limitadas. Esta é a nossa maior preocupação, temos dificuldade em obter tratamento”, acrescentou a advogada.

Advogada opõe-se a ajuda das autoridades portuguesas

A advogada de João Rendeiro promete opor-se à ajuda de uma equipa de magistrados do Ministério Público, cujo envio para Durban está a ser ponderado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), às autoridades sul-africanas na extradição do ex-presidente do BPP.

Em declarações à Lusa, June Marks defendeu que a National Prosecuting Authority (NPA) [ministério público sul-africano] “não pode procurar assistência externa”, sublinhando que tem de ser “independente”. Questionada se admite a apresentação de um requerimento a contestar o apoio dos magistrados portugueses no terreno, a advogada deixou uma garantia.

“Faremos tal requerimento. Opor-nos-emos a quaisquer ações ilegais e inconstitucionais, incluindo tentativas de usurpar a função da NPA. Como ainda não fomos formalmente informados, não recebi instruções completas. As minhas instruções são para me opor a tentativas inconstitucionais e ilegais de afetar o processo. É uma decisão legal e, se necessário, o cliente assinará o requerimento requerido”, explicou.

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