IL pede mais apoio militar e reforço de sanções à Rússia: "A luta da Ucrânia é por si própria, mas também por todos nós”

Agência Lusa , BCE
21 abr, 18:07
Cotrim de Figueiredo no debate sobre o Programa de Estabilidade (António Cotrim/Lusa)

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu armamento pesado e o reforço das sanções à Rússia, num discurso por videoconferência perante o parlamento português

O presidente da Iniciativa Liberal (IL) defendeu esta quinta-feira o reforço do apoio militar à Ucrânia e mais sanções à Rússia, e agradeceu o “testemunho vivo e direto” do presidente Zelensky.

No final da sessão solene de boas-vindas ao presidente da Ucrânia, na Assembleia da República, João Cotrim Figueiredo salientou que “a luta da Ucrânia é por si própria, mas também por todos nós”.

“Tivemos ocasião de ouvir do presidente Zelensky um testemunho vivo e direto do que se passa na Ucrânia e dos sacrifícios que os ucranianos estão a fazer em nome da sua integridade territorial e da democracia liberal”, afirmou, em declarações aos jornalistas.

O deputado da Iniciativa Liberal apoiou o apelo do presidente da Ucrânia para a continuação e reforço do apoio de Portugal. “Apoios que não podem ser só logísticos e humanitários, têm de ser também em material militar. Espero que a presença do Governo signifique a anuência da continuação do apoio”, apelou.

Cotrim Figueiredo salientou a referência feita pelo Presidente Zelensky às comemorações do 25 de Abril, na segunda-feira, e anunciou que na marcha que a Iniciativa Liberal fará nesse dia na Avenida da Liberdade, em Lisboa, contará com “várias organizações de ucranianos residentes em Portugal”.

“Celebramos o dia da defesa da liberdade em todos os países onde ela estiver a ser atacada”, sublinhou.

Questionado se Portugal pode fazer mais no apoio à pretensão da Ucrânia ver consagrado o estatuto de candidato à adesão à União Europeia, o presidente da IL considerou que “essa defesa tem sido robusta e suficiente”.

“Coisa bem diferente é ser mais assertivo na escalada de sanções que têm de ser aplicadas a Rússia”, disse, defendendo o embargo total ao petróleo e gás russos.

Os apelos de Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu esta quinta-feira armamento pesado e o reforço das sanções à Rússia, num discurso por videoconferência perante o parlamento português.

"Peço aceleração e reforço das sanções e também apoio militar, armamento", afirmou o chefe de Estado ucraniano, que pediu especificamente "armamento pesado", numa sessão solene de boas-vindas com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do primeiro-ministro, António Costa.

De acordo com a tradução simultânea de ucraniano para português transmitida na Sala das Sessões, Volodymyr Zelensky acusou a Federação Russa de crimes de guerra, afirmando que as forças russas já capturaram e deportaram "mais de 500 mil ucranianos" e observando: "É o tamanho da população da cidade do Porto duas vezes".

"Imaginem se Portugal todo abandonasse o país", acrescentou o Presidente da Ucrânia, referindo-se aos refugiados causados por esta ofensiva militar.

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