ONU anuncia morte de 19 civis e 32 feridos durante trégua no Iémen

Agência Lusa , CV
3 jun, 17:06
Pessoas inspecionam os destroços de edifícios que foram danificados por ataques.

O país mais pobre da Península Arábica há mais de sete anos que está a ser devastado pela guerra entre os Huthis, rebeldes próximos ao Irão, e forças do Governo, apoiadas por uma coligação internacional liderada pela vizinha Arábia Saudita

A ONU anunciou esta sexta-feira a morte de 19 civis e 32 feridos no Iémen durante a trégua de dois meses que acaba de ser renovada, a maioria devido a minas, artefactos explosivos improvisados ou munições não detonadas.

A avaliação das Nações Unidas, no período entre 2 de abril e 1 de junho, “sublinha a ameaça que estes dispositivos representam para os civis, por longos períodos, causando morte ou ferimentos graves”, sublinhou o Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

"As crianças estão particularmente em risco. Entre 2 de abril e 1 de junho, três crianças foram mortas e 12 ficaram feridas dessa forma", disse Elizabeth Throssel, porta-voz do Alto Comissariado, em declarações em Genebra.

Apesar da trégua, saudada pelo Alto Comissariado, as Nações Unidas lamentam a morte de três civis, incluindo uma mulher, mortos a tiros por franco-atiradores, em quatro incidentes separados em áreas governamentais próximas da linha de frente.

O escritório do Alto Comissariado no Iémen também registou dois outros incidentes ligados a disparos de drones que feriram quatro civis, incluindo uma menina, numa área controlada por forças do Governo e não muito longe da linha da frente dos combates.

"Encorajamos todas as partes a fazerem esforços sérios para garantir a reabertura das estradas que levam à cidade de Taiz", que está sitiada desde 2015 por rebeldes Huthis e onde a situação humanitária é "difícil", disse a porta-voz.

Throssel também relatou situações em que as partes em conflito estão a reagrupar as suas forças, caso as operações militares sejam retomadas.

"Pedimos que respeitem os termos da trégua e parem de recrutar crianças, uma prática ilegal que viola os compromissos assumidos por todas as partes", insistiu Throssel.

O Governo e os rebeldes Huthis em guerra no Iémen acordaram na quinta-feira renovar a trégua em vigor desde dois de abril por mais dois meses, apesar das divergências e temores de novos combates.

O país mais pobre da Península Arábica há mais de sete anos que está a ser devastado pela guerra entre os Huthis, rebeldes próximos ao Irão, e forças do Governo, apoiadas por uma coligação internacional liderada pela vizinha Arábia Saudita.

A guerra já provocou centenas de milhares de mortes e milhões de deslocados.

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