Rússia exige pagamentos pelo gás em rublos como retaliação das sanções ocidentais

23 mar, 14:02
Vladimir Putin (AP Images)

No passado dia 7 de março, o Kremlin divulgou uma lista de países e territórios que, no seu entender, cometem ações hostis contra Moscovo, empresas e cidadãos russos, e são esses países que terão agora de pagar pelo gás em rublos

O presidente Vladimir Putin anunciou, esta quarta-feira, que os países que considera "hostis" à Rússia só poderão pagar o gás russo com rublos, como uma medida de retaliação pelas sanções económicas dirigidas contra Moscovo na sequência da invasão da Ucrânia.

"Tomei a decisão de implementar um conjunto de medidas para mudar o pagamento do nosso gás entregue a países hostis para rublos, e para renunciar em todas as moedas de liquidação que tenham sido comprometidas", anunciou Putin, citado pela agência estatal Tass.

O chefe de Estado russo intervinha numa reunião governamental, na qual adiantou que esta medida deve ser tomada "com a maior brevidade possível".

De acordo com Vladimir Putin, esta medida não coloca em causa o fornecimento de gás, assegurando que "a Rússia continuará a fornecer gás natural de acordo com volumes e preços fixados em contratos previamente celebrados".

O que muda é "apenas a moeda de pagamento, que será alterada para rublos", salientou.

Putin deu uma semana para que o governo e o banco central russo encontrem uma solução que permita a transferência das operações para a moeda russa e sublinhou que Gazprom, a maior empresa de energia da Rússia e a maior exportadora mundial de gás natural, teria de proceder às respetivas alterações nos seus contratos.

No passado dia 7 de março, o Kremlin divulgou uma lista de países e territórios que, no seu entender, cometem ações hostis contra Moscovo, empresas e cidadãos russos. A lista inclui os Estados Unidos, o Canadá, os 27 Estados-membros da União Europeia, o Reino Unido, Ucrânia, Montenegro, Suíça, Albânia, Andorra, Islândia, Liechtenstein, Mónaco, Noruega, São Marino, Macedónia do Norte, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia, Singapura e Taiwan.

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