Procuradoria ucraniana pede prisão perpétua para soldado russo que se declarou culpado pelos crimes de guerra

19 mai, 15:24

Vadim Shishimarin, de 21 anos, pediu à viúva do civil que matou que o perdoasse

A procuradoria-geral ucraniana pediu esta quinta-feira prisão perpétua para o soldado russo que está a ser julgado pelos crimes de guerra na Ucrânia e que já se declarou culpado pelos mesmos, avança a AFP.

De acordo com a CNN Internacional, o julgamento do soldado foi adiado para sexta-feira, com os juízes a considerarem que o jovem soldado, de 21 anos, Vadim Shishimarin, não estava "pronto" para um "debate" judicial.

Vadim Shishimarin declarou-se culpado pela morte de um civil desarmado de 62 anos em Chupakhivka, uma aldeia localizada no nordeste da Ucrânia, em 28 de fevereiro.

"Eu reconheço que sou culpado. Peço que me perdoe", declarou o soldado, dirigindo-se à viúva Kateryna Shalipova, que disse em tribunal ter ouvido tiros distantes disparados no seu jardim.

"Eu corri até ao meu marido, que já estava morto. Morto a tiro na cabeça. Eu gritei, gritei tanto", recordou, no seu depoimento em tribubal.

Segundo a justiça ucraniana, “um dos militares ordenou ao arguido que matasse o civil para que este não os denunciasse”, tendo o homem sido assassinado e deixado no local, a poucas dezenas de metros da sua casa.

No início de maio, as autoridades ucranianas anunciaram a detenção deste sargento russo, divulgando um vídeo em que Vadim Shishimarin dizia ter ido lutar para a Ucrânia para "apoiar financeiramente a mãe".

Kateryna Shalipova referiu ainda que não se vai opor caso a Ucrânia queira propor uma troca entre o soldado russo e "os nossos rapazes", referindo-se a soldados ucranianos que são mantidos reféns pelos russos na cidade de Mariupol.

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