"O que está a acontecer na Ucrânia é terrível mas seria muito pior se houvesse uma guerra entre a Rússia e a NATO", diz Stoltenberg

4 ago, 12:41
Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO (AP Photo)

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, diz que a Europa está no momento mais perigoso desde a Segunda Guerra Mundial e frisou que uma vitória de Moscovo contra Kiev não pode ser permitida

A Europa está no "mais perigoso momento desde a Segunda Guerra Mundial" por causa da guerra na Ucrânia, disse esta quinta-feira o secretário-geral da NATO. 

Jens Stoltenberg sublinhou ainda que Moscovo não pode vencer a guerra com Kiev e que, para evitar uma vitória russa, a NATO e os seus Estados-membros devem continuar a apoiar a Ucrânia com armas e outro tipo de assistência no futuro. 

"É do nosso interesse que este tipo de política agressiva não seja bem-sucedida", sublinhou Stoltenberg, citado pela agência Reuters.

O secretário-geral da NATO falava esta quinta-feira no seu país natal, a Noruega, mais precisamente na ilha de Utoya, onde ocorreu o massacre que em 2011 provou a morte a 69 pessoas: Anders Breivik, um extremista de direita, disparou sobre mais de 500 jovens que ali se encontravam a participar num campo de férias do Partido Trabalhista norueguês. Depois do ataque, a pequena ilha de Utoya foi transformada num centro dedicado ao ensino de valores democráticos.

"O que está a acontecer na Ucrânia é terrível mas seria muito pior se houvesse uma guerra entre a Rússia e a NATO", disse ainda Stoltenberg, acrescentando que aquilo a que a Rússia chama "operação militar especial" é um ataque à atual ordem internacional e que a Aliança Atlântica deve agir no sentido de evitar que o conflito alastre.
 
"Se o presidente Putin pensa em fazer algo semelhante a um país da NATO como fez com a Geórgia, Moldova ou Ucrânia, toda a NATO se envolveria imediatamente", refletiu o secretário-geral da Aliança Atlântica. 
 
A guerra na Ucrânia já levou, entretanto, a que Finlândia e Suécia pedissem adesão à NATO; esta já foi ratificada, até agora, por 23 dos 30 Estados-membros da Aliança Atlântica.
 
"Este não é apenas um ataque à Ucrânia, uma nação democrática independente com mais de 40 milhões de pessoas, é também um ataque aos nossos valores e à ordem mundial que queremos", concluiu Stoltenberg.

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