NATO ratifica protocolos de adesão de Suécia e Finlândia à organização. Saiba o que se segue

5 jul, 11:36
NATO ratifica protocolos de adesão de Suécia e Finlândia à organização (AP)

Processo segue agora para os parlamentos dos países membros da organização, que decidirão sobre a entrada dos dois países nórdicos na Aliança Atlântica

A NATO ratificou esta terça-feira os protocolos de adesão de Suécia e Finlândia à organização, para que o processo possa ser enviado para os Estados da Aliança Atlântica para aprovação legislativa.

"Este é um bom dia para Finlândia e Suécia e um bom dia para a NATO", afirmou Jens Stolteberg, em conferência de imprensa conjunta com os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países. "Com 32 nações à mesa, seremos ainda mais fortes e o nosso povo estará ainda mais seguro ao enfrentar a maior crise de segurança das últimas décadas", prosseguiu.

Os parlamentos dos 30 Estados-membros irão agora aprovar, ou não, a entrada destes países na organização, um processo que deverá demorar alguns meses até estar concluído.

"Estamos muito gratos por todo o forte apoio que a nossa adesão tem recebido dos aliados. Estamos convencidos de que a nossa adesão reforçaria a NATO e contribuiria para a estabilidade na zona euro-atlântica", afirmou Ann Linde, ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia.

Após a invasão da Ucrânia por parte da Rússia, iniciada a 24 de fevereiro, os dois países nórdicos decidiram rever a sua posição histórica de neutralidade, tendo apresentado em maio a candidatura à entrada na Aliança Atlântica.

Contudo, este processo esteve em risco devido à Turquia, que acusou Finlândia e Suécia de serem “refúgios” para terroristas curdos, designadamente do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) e das YPG (Unidades de Proteção do Povo), e ameaçou vetar a sua entrada. Após um processo de negociação, os três países assinaram um memorando de entendimento na última cimeira da NATO, em Madrid, que prevê, entre outras cedências, o levantamento do embargo da venda de armas a Ancara, alterações legislativas para reforçar o combate ao terrorismo nos dois países nórdicos, e a extradição de indivíduos considerados terroristas pelas autoridades turcas.

No entanto, o presidente Recep Tayyip Erdogan avisou que ainda poderá vetar a adesão de Suécia e Finlândia caso os pontos acordados no memorando não sejam implementados, e alertou para a possibilidade de o parlamento do país votar contra a entrada dos dois países.

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