Biden iliba israelitas do ataque a hospital, anuncia pacote de ajuda para Israel mas também Gaza/Cisjordânia e revela mobilização de "forças militares para o Mediterrâneo"

18 out, 16:52
Joe Biden (AP)

E deixa ainda um recado ao Irão: "Não, não, não"

Depois de uma reunião com o primeiro-ministro de Israel, Joe Biden deu uma conferência de imprensa em Telavive, onde fez um ponto de situação do conflito entre as forças israelitas e o Hamas. O presidente dos EUA acredita que esta guerra “trouxe à superfície memórias dolorosas e feridas profundas como as que foram provocadas pelo Holocausto” e deixou uma certeza: “Não vamos ficar quietos e parados perante o que se passou”.

Enquanto presidente dos EUA, Biden garantiu que "não há maior prioridade do que defender aquilo que está em causa em Israel” e enalteceu a união do povo de Israel perante o ataque do Hamas, espalhado nos soldados reformados que regressaram ao campo de batalha e nos médicos civis que tentaram ajudar a população imediatamente após o ataque Hamas.

“O Estado de Israel nasceu para ser um refúgio de segurança para o povo judeu. Vamos garantir que têm tudo o que precisam para defender o vosso povo e a vossa nação", assegurou o presidente dos EUA.

"Um pacote de ajuda sem precedentes”

O presidente norte-americano anunciou que vai "pedir ao Congresso [dos EUA] que seja aprovado um pacote de ajuda sem precedentes” para apoiar Telavive e que foram mobilizadas "forças militares para o Mediterrâneo para dissuadir futuras agressões contra Israel e para prevenir a escalada de violência".

Para todos os agentes, como o Hezbollah ou o Irão, que pensem intervir no conflito entre Israel e o Hamas, o recado de Biden foi simples: “Não, não, não”.

Biden lembrou o 11 de Setembro e a raiva sentida pelo povo norte-americano após o atentado da Al-Qaeda contra as Torres Gémeas. “Não podemos olhar para o que aconteceu aqui e não gritar por justiça. Justiça tem de ser feita.”.

"Rocket defeituoso” atingiu o Hospital de Al-Ahli

Quanto ao ataque contra o Hospital de Al-Ahli, em Gaza, durante a noite de terça-feira, o presidente norte-americano esclareceu que, “baseado na informação vista, parece tratar-se do resultado de um rocket defeituoso”.

“Estamos desolados com o número enorme de óbitos ontem à noite no hospital de Gaza", referiu Biden.

“Os EUA inequivocamente colocam-se ao lado da proteção de vidas civis durante conflitos e realmente estou de luto pela morte dos civis em Gaza”, disse o presidente dos EUA, pouco antes de anunciar um novo pacote de ajuda humanitária de mil milhões de dólares dirigido a Gaza e à Cisjordânia.

"O primeiro presidente dos EUA a visitar Israel em tempo de guerra”

Joe Biden lembrou ainda que foi "o primeiro presidente dos EUA a visitar Israel em tempo de guerra” e acusou o Hamas de continuar a "usar famílias inocentes como escudos humanos”.

“Os EUA inequivocamente colocam-se ao lado da proteção de vidas civis durante conflitos e realmente estou de luto pela morte dos civis em Gaza”, referiu o presidente norte-americano.

O responsável máximo pela política dos EUA disse que está desolado perante o enorme número de óbito: “Lamentamos as perdas de vidas palestinianas tal como resto o mundo inteiro”.

Já em tom de fecho, Joe Biden realçou: “Tal como os EUA, vocês não vivem pelas regras de terroristas, mas sim pelas regras da lei”. “O povo de Israel vive, as pessoas de Israel vivem, Israel vai ser um estado judeu democrático e seguro hoje, amanhã e para sempre. Que Deus proteja todos aqueles que trabalham pela paz. Muito obrigado.”

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