Família da grávida que perdeu o bebé em Santarém diz que mulher tinha sido rejeitada em Abrantes dois dias antes

28 jul, 20:01

Familiares da mulher de 41 anos afirmaram ao vice-presidente da Câmara de Vila de Rei que a utente se dirigiu ao Hospital de Abrantes no dia 25 de julho, dois dias antes de perder o bebé. Unidade de saúde tinha avançado que a mulher apenas se tinha dirigido lá no dia 18

A família da grávida de 41 anos que perdeu o bebé no Hospital de Santarém contrariou as informações avançadas pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo acerca das visitas da utente ao Hospital de Abrantes.

De acordo com a versão contada pela família da mulher, cuja gravidez era de risco, ao vice-presidente da Câmara de Vila de Rei, Paulo César, a grávida estava a ser acompanhada no privado. No entanto, a médica que a seguia entrou de baixa e escreveu uma carta médica para que a utente fosse acompanhada no Hospital de Abrantes.

Paulo César afirma que a grávida, de acordo com a versão da família, se dirigiu ao Hospital de Abrantes na última segunda-feira, dia 25 de julho, “visando dar seguimento à indicação dos médicos”. Contudo, o hospital rejeitou a carta médica, levando a família a considerar-se “destratada”.

“Por vir do privado e a situação ter acontecido por uma baixa médica no privado, leva [a família] a crer que foram de alguma forma destratados e que não foram tratados convenientemente no Hospital de Abrantes”, afirmou Paulo César à TVI/CNN Portugal.

A versão da família contraria a dada pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo, que garantiu numa nota enviada à comunicação social que a grávida de 41 anos apenas se dirigiu à unidade no dia 18 de julho, para a realização de um CTG.

O vice-presidente da autarquia de Vila de Rei afirmou também que foi dito à família para se dirigir ao Hospital de Santarém caso fosse necessário, “situação que se efetivou” no dia 27 de julho, quando a utente percorreu mais de 100 quilómetros para chegar ao local, dado que a maternidade de Abrantes, mais perto da área de residência, não estava a receber doentes.

Paulo César diz que a família acredita que, se tivessem tido assistência mais perto de casa, o pior cenário poderia não ter acontecido, até porque no CTG não foram detetados problemas com o bebé.

Entretanto, o Hospital de Abrantes abriu esta quinta-feira um inquérito para apurar responsabilidades.

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