Covid-19: autoridade de saúde francesa dá luz verde à vacinação de crianças de risco

30 nov 2021, 10:12
Vacinação contra a covid-19 crianças
Vacinação contra a covid-19 crianças

Decisão surge após a aprovação do regulador europeu, que autorizou a inoculação de crianças dos 5 aos 11 anos com a vacina da Pfizer

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A autoridade de saúde francesa deu luz verde à vacinação contra a covid-19 de crianças dos 5 aos 11 anos que sejam consideradas de risco ou que vivam com pessoas vulneráveis à doença.

A decisão da Haute Autorité de Santé (HAS), conhecida nesta terça-feira, surge cinco dias depois da aprovação do regulador europeu, a Agência Europeia do Medicamento, que autorizou a inoculação desta faixa etária com a vacina da Pfizer, e numa altura em que a Europa enfrenta um ressurgimento de novos casos de covid-19, além da ameaça da variante Ómicron.

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Em causa estão crianças que possam "desenvolver uma forma severa da doença ou morrer" e/ou que "habitem com pessoas imunodeprimidas ou vulneráveis, que não estejam protegidas pela vacina ou que não possam ser vacinadas", especifica a HAS, em comunicado.

No caso, são "pouco mais de 360.000 crianças na França".

A autoridade de saúde de França não exclui, no entanto, a "relevância" de estender a vacinação a mais crianças, "após ouvir as partes interessadas".

França com 781 casos graves em crianças e três óbitos

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A HAS aproveita para "reforçar a aplicação das medidas preventivas" de combate à covid-19 nas escolas, nomeadamente o distanciamento, as bolhas de segurança, o arejamento dos espaços e a utilização periódica de testes de despistagem da doença.

Tal como em Portugal, a faixa etária dos 6 aos 11 anos registou um aumento de casos positivos nas últimas semanas, sendo a que "apresenta maior incidência entre as crianças em idade escolar", uma vez que o grupo seguinte, dos 12 aos 17, está vacinado.

A autoridade de saúde lembra que os estudos mostram que as crianças infetadas "apresentam sintomas menos graves do que os adultos e, na grande maioria dos casos, não requerem cuidados hospitalares", sendo "o risco de desenvolver uma forma grave da doença quase 25 vezes menor do que em adultos".

Quanto às complicações observadas em Franças, a HAS adianta, ainda, que, desde março de 2020, foram notificados por pediatras 781 casos de síndrome inflamatória multissistémica pediátrica (MISC-C), dos quais 318 necessitaram de tratamento em terapia intensiva e 199 internamento em unidades de cuidados intensivos. Foram igualmente registadas três mortes em crianças de 5 a 11 anos no mesmo período.

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