EUA dizem que lançamento espacial do Irão viola resolução do Conselho de Segurança

Agência Lusa , BMA
30 dez 2021, 20:44
Irão
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Foguetão lançado "inclui tecnologias quase idênticas e interoperacionais com as usadas nos mísseis balísticos"

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Os Estados Unidos consideram que o lançamento espacial esta quinta-feira realizado pelo Irão viola uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, por poder beneficiar o programa balístico de Teerão, e consequentemente o desenvolvimento de armas nucleares.

"Os Estados Unidos estão preocupados com o facto de o Irão continuar a desenvolver e a fazer lançamentos espaciais, o que representa um risco de proliferação", disse um porta-voz do Departamento de Estado.

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O foguetão esta quinta-feira lançado "inclui tecnologias quase idênticas e interoperacionais com as usadas nos mísseis balísticos, especialmente os de longo alcance", observou a mesma fonte.

O Departamento de Estado adiantou que o lançamento representou uma violação da resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU, sobre o acordo do programa nuclear do Irão de 2015, que exorta este país "a não promover nenhuma atividade relacionada com mísseis balísticos projetados para transportar cargas nucleares, incluindo disparos recorrendo à tecnologia dos mísseis balísticos".

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O Irão lançou o foguetão com três dispositivos de investigação espacial, segundo fonte oficial do Governo, embora não seja claro se algum dos aparelhos entrou na órbita da Terra.

“O lançador de satélite Simorgh enviou três dispositivos de investigação para o espaço”, anunciou Ahmad Hosseini, um porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, citado pela televisão do Estado.

O projeto foi anunciado quando ainda decorriam, em Viena, negociações para tentar salvar o acordo nuclear de 2015 entre o Irão e as grandes potências, que algumas horas depois acabaram sem um acordo à vista, mas com o compromisso de recomeçarem no próximo dia 03 de janeiro, na capital austríaca.

As discussões em Viena para salvar o acordo nuclear foram relançadas no final de novembro após cinco meses de interrupção e contam com a participação de Teerão e dos cinco países ainda signatários (Reino Unido, França, Alemanha, Rússia e China).

Os Estados Unidos, que se retiraram em 2018, acompanham, mas não presencialmente.

Na reação ao lançamento, o Departamento de Estado reiterou que "quer um regresso mútuo ao cumprimento integral do acordo de 2015", que visa impedir o Irão de obter uma arma nuclear.

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