Maioria dos norte-americanos defende proteção do direito ao aborto

Agência Lusa
4 mai, 19:47
Manifestação contra o projeto de decisão do Supremo Tribunal dos EUA sobre o aborto

A sondagem, publicada pelo jornal Washington Post e pela rede ABC, indica que 54% dos americanos acham que a decisão, em vigor desde 1973, deve continuar, enquanto 28% acreditam que deveria ser revogada

A maioria dos norte-americanos inquiridos numa nova sondagem (54%) considera que o Supremo Tribunal do país deve manter a decisão que protege o direito constitucional ao aborto.

O resultado indica que 54% dos americanos acham que a decisão, conhecida como "Roe V. Wade" e em vigor desde 1973, deve continuar; enquanto 28% acreditam que deveria ser revogada.

Os dados da sondagem foram recolhidos na semana passada, dias antes da divulgação de um projeto do Supremo, assinado pelo juiz Samuel Alito, que indica que uma maioria dos magistrados é favorável à revogação da norma que protege o direito ao aborto.

Questionados de forma mais geral se o aborto deveria ser legal na "maioria dos casos" ou "em todos os casos", 58% dos entrevistados consideraram que sim, em comparação com 37% que dizem que deveria ser ilegal na "maioria dos casos" ou em "todos os casos".

Se a questão for levantada de acordo com circunstâncias mais específicas, o apoio ao aborto é muito mais amplo.

Concretamente, 82% responderam que deveria ser legal quando a saúde da mãe está em perigo, 79% apoiam quando a gravidez foi causada por violação ou incesto; e 67% apoiam quando há evidências de sérios problemas de saúde para o feto.

O apoio ao aborto, no entanto, é fortemente marcado pelas inclinações políticas dos entrevistados.

75% dos democratas inquiridos consideram que o Supremo Tribunal deveria manter a regra, contra 53% dos independentes e 36% dos republicanos.

O apoio ao aborto pairou acima de 50% nos EUA nas últimas décadas, com uma média de 55% a apoiar a sua legalidade em todos ou na maioria dos casos.

Esta sondagem foi realizada entre os dias 24 e 28 de abril através de consulta telefónica com 1.004 norte-americanos e tem uma margem de erro de 3,5%.

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