Real Companhia Velha: um legado vitivinícola bicentenário rumo ao futuro

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31 out, 11:11
Real companhia velha

Portugal é famoso pelas suas tradições vitivinícolas e, no coração dessa história tão rica, encontra-se a Real Companhia Velha. Fundada a 10 de setembro de 1756, o título de “Real Companhia” é uma consequência da sua instituição por Alvará Régio de D. José I, tendo-lhe sido delegado um papel preponderante na organização e regulamentação da produção e do comércio do Vinho do Porto, que deu origem à delimitação da região dos vinhos de feitoria do Douro, que é a mais antiga região demarcada do mundo. A sua linha de atuação enquanto Companhia Majestática, caracterizada por uma legislação de grande rigor e controlo, lançou sólidos alicerces para uma política que muito prestigiou o Vinho do Porto.  Na verdade, aos preços ruinosos, anteriores à fundação da Companhia, sucederam-se impostos e preços justos. Regendo-se pelos seus estatutos, deveriam ser “capazes de sustentar com a reputação do vinho e o granjeio da vinha, de modo que, bem remunerado, o comércio recompensasse a lavoura. Tudo foi previsto com tanta ponderação, para que não impossibilitasse consumo pela carístia, nem pelo barateio se abandonasse a cultura”. Hoje, a empresa continua a ser um emblema do património vitivinícola de Portugal, com uma história de sucesso, um presente de excelência e um compromisso sólido com o futuro.

A tradição familiar aliada à excelência

Como uma das mais antigas e respeitadas produtoras de Vinho do Porto e vinho do Douro em Portugal, a Real Companhia Velha é também fruto das pessoas que a constroem e desenvolvem diariamente. A família Silva Reis tem uma longa história de envolvimento com a empresa e desempenha um papel fundamental na sua gestão e sucesso ao longo de várias gerações.

O meu avô já trabalhava no setor do Vinho do Porto, o meu pai começou a sua carreira desde muito jovem no setor, foi um self made man. Logo a seguir à II Guerra Mundial estabeleceu-se como comerciante de Vinho do Porto e logo no início dos anos 1950 como exportador de Vinho do Porto. Por conseguinte essa ligação é de há muito anos”, conta Pedro Silva Reis. A família Silva Reis entra no capital da Real Companhia Velha de uma forma gradual: “O meu pai torna-se acionista no início dos anos 50 (do século XX). A empresa estava cotada em Bolsa, ele começa sucessivamente a comprar ações e adquiriu o controlo em 1960 tendo sido nomeado Presidente da empresa.”

A família Silva Reis contribuiu para a prosperidade e sucesso da Real Companhia Velha de diversas formas:

  •  Através do conhecimento e experiência. Há um acumular de conhecimento profundo sobre a produção de vinho, o mercado e a gestão de uma vinícola ao longo das diferentes gerações. Esse conhecimento e experiência são inestimáveis para tomar decisões informadas e enfrentar os desafios que surgem na indústria vinícola. Passados ao longo de gerações, hoje em dia já estão membros da terceira geração a trabalhar e a desenvolver novos projetos na empresa e a zelar pela continuidade mantendo a tradição e qualidade que a distinguem e destacam.
     
  • Paixão e Dedicação: Muitas vezes, famílias que estão envolvidas numa empresa ao longo de várias gerações têm uma paixão profunda pelo negócio e estão comprometidas com sua excelência. Essa paixão e dedicação podem ser refletidas na qualidade dos vinhos, no sucesso da empresa e na vontade de querer continuar a fazer melhor como refere Pedro O. Silva Reis “acima de tudo o que me motiva a acordar todos os dias de manhã e trabalhar é o vinho que nós produzimos. E o que me motiva mais acima de tudo é o saber que nós ainda podemos melhorar”.
     
  • Preservação da Identidade e Tradição: A família Silva Reis desempenha um papel importante na preservação da identidade e da tradição da Real Companhia Velha e continua a produzir vinhos seguindo métodos tradicionais e mantendo o caráter distintivo da marca com a sabedoria ancestral que lhes permite criar novos vinhos inovadores com a mesma marca de qualidade.
     
  • Tradição e Continuidade: Com a terceira geração da família envolvida na empresa, isso demonstra um compromisso contínuo com a tradição e o legado da vinícola. A longevidade da família na liderança da empresa ajuda a manter a consistência e a qualidade dos produtos ao longo do tempo.
     

A presença da família Silva Reis na Real Companhia Velha ao longo de várias gerações é um fator importante para a continuidade e o sucesso da vinícola. A sua tradição, conhecimento, paixão e dedicação desempenham um papel fundamental na manutenção da excelência e na preservação da herança da empresa.

Passado glorioso

A história da Real Companhia Velha remonta a uma época em que Portugal era um dos principais impérios coloniais do mundo e o Vinho do Porto desempenhou um papel significativo no comércio global. O comércio de Vinho do Porto já existia desde 1678 e com grande reconhecimento em Inglaterra, porém, tornou-se vítima do seu próprio sucesso.  Face à enorme demanda e à grande valorização dos vinhos durienses naquela época, geraram-se fraudes e abusos que desacreditaram a sua reputação, com a consequente queda de exportações e perda de rentabilidade, originando uma grave crise económica no Alto Douro Vinhateiro. Impunha-se uma intervenção global e regularizadora, tendo o Marquês de Pombal tomado a iniciativa de fundar uma companhia majestática, de cariz mercantilista, que viria a ser “formada pelos principais lavradores do Alto Douro e homens bons da Cidade do Porto”.  À Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, também denominada Real Companhia Velha, foi confiada a missão de sustentar a cultura das vinhas, conservar a produção delas na sua pureza natural em benefício da lavoura, do comércio e da saúde pública, explica Pedro Silva Reis, presidente da empresa. Nos primeiros anos da sua existência, os vinhos produzidos pela Real Companhia Velha foram exportados para vários destinos internacionais, tendo, em 1781, sido levados aos lábios imperiais de Catarina da Rússia, através de grandes carregamentos em navios fretados para o efeito, iniciando assim a navegação portuguesa para os portos do Báltico e as permutas comerciais com aquele país.

No mesmo período, grandes esquadras de navios carregados com Vinho do Porto da Real Companhia Velha partiram para o Brasil, onde a Companhia detinha o exclusivo do fornecimento dos vinhos do Alto Douro. Numa iniciativa de diversificação de mercados, em 1851 a Companhia possuía entrepostos comerciais para os seus vinhos em quase todos os portos do mundo, sob a proteção das missões diplomáticas portuguesas.  

Presente de excelência

Hoje, a Real Companhia Velha é uma referência incontornável na produção de vinhos de alta qualidade. Embora leal às suas centenárias tradições, a empresa desenvolve uma notável dinâmica de inovação e experimentação. Os vinhos da Real Companhia Velha são frequentemente premiados e reconhecidos internacionalmente, refletindo o seu compromisso contínuo com a  qualidade.

Jorge Moreira, diretor de enologia da Real Companhia Velha lidera uma equipa talentosa, que combina o conhecimento tradicional com técnicas modernas para criar vinhos excecionais e destaca as “dezenas de hectares de vinhas muito velhas em muito boas condições, que dão origem a estes vinhos tão especiais, delicados e de excelência”. 

Além da produção de vinhos, a empresa também abraçou a tendência crescente do enoturismo. O destaque vai para o Museu da 1.ª Demarcação, recentemente aberto, mas já com um número muito expressivo de visitantes, curiosos e ávidos por saber mais sobre a história do Vinho do Porto. Ali é possível explorar o mundo vitivinícola da Real Companhia Velha, aprender sobre a história do Vinho do Porto e desfrutar de degustações memoráveis, ao subir ao primeiro piso, onde se encontra a Enoteca 17.56. Esta abertura à interação com os consumidores e entusiastas do vinho é uma prova do compromisso da empresa em partilhar a sua herança e tradição com o mundo.

Futuro brilhante 

Olhando para o futuro, a Real Companhia Velha está empenhada em continuar a sua tradição de excelência e inovação. A empresa reconhece a importância de preservar as suas raízes históricas, mantendo as práticas que a tornaram famosa. No entanto, os seus administradores também estão empenhados em adaptar-se às necessidades do mercado. Para Pedro Silva Reis o maior desafio com que têm de lidar é “como é que se consegue aliar a tradição com atualidade? Temos de continuar a contar a nossa história, mas o produto tem que estar atual”. 

Um dos focos principais da empresa é a sustentabilidade ambiental. A Real Companhia Velha está comprometida em adotar práticas agrícolas responsáveis e métodos de produção que respeitem o meio ambiente. Isso inclui a implementação de técnicas de cultivo orgânico, a redução do consumo de água e energia e a minimização do impacto ambiental em todos os aspetos das suas atividades

Além disso, a empresa explora novas oportunidades comerciais, incluindo a expansão para novos mercados globais. A crescente popularidade do Vinho do Porto nos mercados asiáticos e na América Latina oferece novas perspetivas de crescimento.

Com uma visão clara para o futuro, a Real Companhia Velha pretende continuar a encantar os amantes de vinho um pouco por todo o mundo, perpetuando o seu legado e enriquecendo a história dos vinhos de Portugal.

“Sistematicamente procuramos responder às aspirações do consumidor. Se possível anteciparmo-nos aquilo que ele vai preferir num futuro próximo”, destaca Pedro Silva Reis. Mais do que uma empresa de vinhos, a Real Companhia Velha é um embaixador do património vitivinícola português que celebra o seu passado glorioso, mantendo um presente de excelência e traçando um futuro brilhante para os vinhos do Porto e Douro.

 

Num mundo em constante evolução, a Real Companhia Velha mantém-se fiel à sua herança, demonstrando que a tradição e a inovação podem coexistir harmoniosamente. Assim, a empresa escreve um novo capítulo de sucesso na história dos vinhos durienses, com um compromisso inabalável com a qualidade, a autenticidade e a sustentabilidade. A Real Companhia Velha é, e continuará a ser, um ícone na indústria vitivinícola, honrando seu passado enquanto constrói um futuro empolgante e brilhante como referência dos vinhos em e além Portugal.
 

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