Montenegro disse a Marcelo que está disponível para formar Governo

20 mar, 18:48

Líder da AD pede respeito ao voto popular e assume "expectativa" de vir a ser indigitado. Pelo meio está satisfeito com Pedro Nuno

O presidente do PSD manifestou ao Presidente da República a sua disponibilidade para ser indigitado como primeiro-ministro.

À saída da reunião com Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Montenegro anunciou que quer formar Governo, após a vitória da Aliança Democrática (AD) nas eleições de 10 de março.

O líder da coligação formada por PSD, CDS e PPM quer “respeitar” a votação do povo para promover uma mudança no país e promover um percurso “duradouro” que possibilite a criação de melhores condições e “melhores salários”.

"É com base na maioria que apresentaremos o Governo", afirmou, garantindo que tem a expectativa e esperança de vir a ser indigitado após o fim dos resultados eleitorais, quando faltam contar alguns votos dos círculos da emigração.

Satisfação com Pedro Nuno

O presidente do PSD registou “com satisfação o sentido de responsabilidade” da comunicação feita na terça-feira pelo secretário-geral do PS, mas escusou-se a responder se está disponível para negociar uma viabilização de um eventual orçamento retificativo.

“Tive ocasião de ouvir todas as comunicações proferidas por todos os lideres partidários e de ter registado todo o seu conteúdo. Sobre a do secretário-geral do PS, registei com satisfação o sentido de responsabilidade que ela encerra”, afirmou Luís Montenegro, no final de uma audiência com o Presidente da República.

Depois de ter sido recebido por Marcelo Rebelo de Sousa na terça-feira, Pedro Nuno Santos manifestou-se disponível para viabilizar um Orçamento retificativo da AD limitado a “matérias de consenso”, referindo-se à valorização das grelhas salariais de alguns grupos profissionais da administração pública até ao início do verão.

Montenegro escusou-se, contudo, a responder a este desafio, remetendo todas os esclarecimentos para o futuro Governo.

“Tudo o mais, a concretização do que quer que seja, caberá ao Governo que ainda não existe, quando existir dará essa resposta a todas as comunicações que foram proferidas”, disse.

Luís Montenegro não respondeu igualmente à questão se um Governo que venha a liderar estaria disponível para apoiar uma candidatura de António Costa à presidência do Conselho Europeu.

Contactos à vista

Na terça-feira, o secretário-geral do PS indicou estar a referir-se aos “professores, forças de segurança, profissionais de saúde” e oficiais de justiça e garantiu que o PS está disponível para encontrar com o futuro Governo “uma solução que permita que, até ao verão, estes profissionais tenham a sua situação resolvida”.

“Tendo em conta que pode ser necessário alterar limites de despesa, nós estamos disponíveis para viabilizar um orçamento retificativo que esteja limitado às matérias de consenso”, anunciou.

“Eu próprio farei o contacto com o líder da coligação para disponibilizar, para demonstrar esta disponibilidade do PS, indicarmos mesmo dois nomes que possam, no prazo de 30 dias, construir um acordo que nos permita encontrar uma solução até ao verão para resolvermos a situação destes profissionais da administração pública ainda antes do início das férias de verão”, acrescentou Pedro Nuno Santos.

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