Sindicatos da EDP lançam greve ao trabalho suplementar pela valorização das carreiras

Agência Lusa , SM
1 dez 2023, 17:22
EDP (Lusa/Miguel A. Lopes)

Entrou em vigor às 00:00 desta sexta-feira e termina às 24 horas de 1 de janeiro.

Os sindicatos representativos de trabalhadores da EDP convocaram uma greve ao trabalho suplementar a partir desta sexta-feira, pela valorização das carreiras, alegando que o grupo está a penalizar os funcionários mais antigos e a valorizar as novas contratações.

A greve, que começou às 00:00, prolonga-se até às 24 horas de 1 de janeiro, segundo um comunicado da frente de sindicatos da EDP.

Hugo Soares, secretário executivo do Sindel (Sindicato Nacional da Indústria e da Energia), disse à Lusa que esta forma de luta foi decidida depois de a empresa não ter manifestado disponibilidade para aceitar as reivindicações dos trabalhadores.

"Queremos progressões mais rápidas nas carreiras", afirmou o sindicalista, explicando que a greve afeta vários setores, mas começou pelo da eletricidade, com impacto por exemplo na resposta, fora do horário habitual, a avarias na rede elétrica que possam ser comunicadas por clientes particulares.

De acordo com o texto reivindicativo dos trabalhadores, que foi entregue à empresa em outubro, as novas contratações estão a receber uma remuneração superior à paga aos colaboradores mais antigos, com a justificação de que existe escassez no mercado e que estes têm mais experiência técnica.

O pré-aviso de greve abrange o prolongamento ou antecipação do horário normal de trabalho, dias de folga, feriados e casos de prevenção, entre outros.

Os sindicatos divulgaram entretanto uma nota a criticar os serviços mínimos determinados e afirmam que "não receberam das empresas do grupo EDP informação de quais os trabalhadores que foram designados como adstritos à prestação dos serviços mínimos definidos no despacho ministerial n.º 38/2023".

As estruturas representativas dos trabalhadores "consideram por isso que está em causa o cumprimento dos serviços mínimos", pode ler-se na nota.

"O despacho ministerial que decidiu os serviços mínimos viola o direito à greve dos trabalhadores e será contestado pelas vias legais ao alcance dos trabalhadores", refere o comunicado.

Hugo Soares disse, no entanto, que será cumprida a garantia de que serão sempre alimentados "serviços críticos" como hospitais e prisões, entre outros.

A frente sindical que convocou esta greve inclui a Associação Sindical dos Trabalhadores do Setor Energético e Telecomunicações (ASOSI), a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal), o Sindicato das Indústrias, Energia e Águas de Portugal (SIEAP), o Sindicato Nacional da Indústria e da Energia (Sindel), o Sindicato Inovação Energética (Sinovai) e o Sindicato da Indústria e Energia de Portugal (Sirep).

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