"Vou ver a procuradora-geral racista de Nova Iorque": Trump vai depor sob juramento esta quarta-feira

10 ago, 13:52
Donald Trump

Empresa do magnata está sob investigação por alegadamente ter fornecido declarações financeiras enganosas

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou que vai depor sob juramento esta quarta-feira no escritório da procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James. Num post escrito terça-feira na sua rede social, a Truth Social, Trump confirmou que vai deslocar-se a Nova Iorque. “Vou ver a procuradora-geral racista de Nova Iorque amanhã, para a continuação da maior caça às bruxas da história dos EUA. A minha grande empresa, e eu próprio, estamos a ser atacados por todos os lados. República das Bananas!”, escreveu o antigo chefe de Estado.

Esta sessão acontece após uma longa investigação do estado de Nova Iorque para determinar se a Trump Organization, empresa que detém todos os negócios do magnata, enganou credores, seguradoras e autoridades fiscais ao fornecer declarações financeiras enganosas. Em janeiro, o gabinete de Letitia James afirmou ter encontrado provas “substanciais” de que a Trump Organization recorreu a estas declarações para obter empréstimos, benefícios fiscais e seguros, acusação negada pela empresa e pelo próprio multimilionário.

Trump tentou por várias vezes bloquear as intimações para depor sobre este caso, dado o risco que corre. A CNN Internacional escreve que se o ex-presidente for a julgamento e invocar a Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos, recusando-se a falar, isso pode resultar num agravamento da pena, uma vez que o júri pode alegar “interferência adversa”. Por sua vez, se testemunhar, pode vir a ser julgado civil e criminalmente.

Contactado pela CNN Internacional, um dos advogados do ex-presidente recusou comentar o tema. Por seu turno, um representante da Procuradoria-Geral de Nova Iorque não respondeu imediatamente ao contacto.

Donald Trump tem vivido uma semana de altos e baixos. Na segunda-feira, a sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, foi alvo de uma rusga do FBI no âmbito de uma investigação paralela. Terça-feira, porém, vários candidatos apoiados pelo ex-presidente venceram as primárias do Partido Republicano na corrida ao Senado e à Câmara dos Representantes.

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