Departamento de Justiça envia a juiz declaração usada para buscas à mansão de Trump

Agência Lusa , NM
25 ago, 19:50
Donald Trump

Magistrado Bruce Reinhart vai agora decidir se a declaração lacrada do FBI vai ser tornada pública

O Departamento de Justiça norte-americano apresentou esta quinta-feira a um juiz uma versão editada da declaração em que se baseou quando agentes federais revistaram a propriedade do ex-presidente Donald Trump na Florida, em busca de documentos confidenciais.

O juiz Bruce Reinhart decidirá agora se a declaração lacrada do FBI (polícia federal norte-americana), que presumivelmente apresenta uma base factual detalhada para as buscas, se tornará pública – e, em caso afirmativo, quando será divulgada.

"Os Estados Unidos apresentaram uma petição sob sigilo por ordem do Tribunal de 22 de agosto", disse o porta-voz do Departamento de Justiça, Anthony Coley, num comunicado.

“O Departamento de Justiça respeitosamente recusa mais comentários enquanto o Tribunal considera o assunto”, acrescenta a nota.

Reinhart havia dado ao Departamento de Justiça uma semana - até esta quinta-feira - para lhe enviar propostas de redação dessa declaração, especificando as informações que desejava manter em segredo antes que qualquer divulgação ao público.

Contudo, reconheceu na segunda-feira que era possível que as partes apagadas fossem tão extensas a ponto de deixar a versão pública do documento sem nenhuma informação significativa.

O depoimento provavelmente conterá informações importantes sobre a justificação do FBI para executar um mandado de busca em Mar-a-Lago, em Palm Beach, onde está localizada a propriedade de Trump, em 08 de agosto.

FBI investigava a “retenção intencional de informações de defesa nacional”

Documentos já divulgados como parte da investigação mostram que o FBI recuperou da propriedade 11 conjuntos de documentos classificados, incluindo informações marcadas no nível mais secreto.

Os documentos também mostraram que o FBI investigava a “retenção intencional de informações de defesa nacional”, a ocultação ou remoção de registos do Governo e obstrução de uma investigação federal.

Vários órgãos de comunicação pediram em tribunal, na semana passada, a divulgação de registos adicionais vinculados às buscas, citando o extraordinário interesse público na busca federal da casa de um ex-presidente.

Trump e alguns dos seus apoiantes também encorajaram a divulgação do documento.

O Departamento de Justiça opôs-se, argumentando que a divulgação arrisca comprometer uma investigação criminal em andamento, revelar informações sobre testemunhas e divulgar técnicas de investigação.

Reinhart disse que, embora fosse sensível às preocupações do Departamento, não estava inclinado a manter todo o documento selado e instruiu os funcionários a enviar-lhe propostas refletindo as informações que desejam manter em segredo.

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