Operação Influencer: transcrição incompleta das escutas podia ter libertado todos os suspeitos

23 nov 2023, 20:13

É uma notícia TVI, do mesmo grupo da CNN Portugal: o Ministério Público cometeu mais um erro, uma vez que a lei diz que as escutas para serem válidas como prova no pedido de medidas de coação têm de constar na totalidade, o que não aconteceu

As escutas da Operação Influencer não estavam transcritas na íntegra, sabe a TVI, do mesmo grupo da CNN Portugal, tratando-se de mais um erro do Ministério Público que podia ter impedido a aplicação das medidas de coação aos arguidos, além do termo de identidade e residência. 

Isto porque a lei diz que para as escutas serem válidas como prova no pedido de medidas de coação têm de constar na totalidade. Mas o que estava eram apenas resumos. 

Um erro na investigação, que se junta à confusão entre os apelidos do primeiro-ministro e do ministro da Economia, à localização de um encontro que aconteceu em São Bento e não na sede do PS e ainda à troca de uma portaria aprovada por João Galamba. 

São quatro num inquérito que ainda agora começou e já foi salvo pela boa vontade das defesas dos suspeitos. O juiz só conseguiu aplicar medidas de coação acima do termo de identidade e residência porque as defesas foram cordiais e aceitaram o erro do Ministério Público. 

Recorde-se que Diogo Lacerda Machado saiu em liberdade com caução de 150 mil euros e ainda entrega do passaporte, tal como Vítor Escária. 

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