Entre o arraso ao Governo e dois apelos aos portugueses: como os partidos reagem às novas restrições anticovid

Agência Lusa , DCT
21 dez 2021, 21:38
Coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins
Coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins

Novas medidas anunciadas por António Costa entram em vigor às 00h de 25 de dezembro

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O PSD afirmou que o Governo está a “correr atrás do prejuízo”, apelando a que os portugueses respondam “à falta de planeamento” no reforço da vacinação com a contenção de contactos, e aponta inconsistência nas medidas. “Tínhamos alertado no final do verão para a necessidade de planear as doses de reforço. Infelizmente, estamos a poucos dias do Natal e esse trabalho ainda não foi feito, agora estamos a correr atrás do prejuízo”, afirmou o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Ricardo Baptista Leite, em declarações à Lusa. “Deve haver clareza em relação às medidas que se tomam e há aqui uma série de incongruências e isto leva a que os próprios cidadãos se sintam confusos depois de dois anos de gestão de uma pandemia.”

Catarina Martins reagiu com uma publicação na rede social Twitter às novas medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, António Costa, que passam pela antecipação do período de contenção para as 00:00 de dia 25 de dezembro, devido ao aumento de casos de covid-19. “Registo que, no encerramento de creches e ATL, o Governo aceitou a sugestão do Bloco de apoio às famílias. Falta saber de apoios relativos a outras medidas”, apontou a líder bloquista. Por outro lado, Catarina Martins disse estranhar que, “reconhecendo a exaustão dos profissionais de saúde, não exista reforço das equipas de rastreio e vacinação”.

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O PCP defendeu que o Governo voltou a optar por “soluções restritivas com fortes prejuízos” e que esta “não pode ser a resposta automática” DE cada vez que há um agravamento da situação epidemiológica. “As medidas agora anunciadas pelo Governo retomam uma opção por soluções restritivas com fortes prejuízos para os trabalhadores e muitas atividades económicas, que não pode ser a resposta automática para cada situação de mais incidência da covid-19”, sustentou o dirigente comunista Bernardino Soares, através de uma declaração divulgada às redações. O membro do Comité Central do PCP acrescentou que é necessário assegurar os “direitos e remunerações”, assim como o “apoio às atividades mais atingidas” pelas medidas anunciadas hoje pelo primeiro-ministro.

A Iniciativa Liberal é dura nas críticas ao Governo e às medidas apresentadas, acusando o Executivo de António Costa de incompetência e de apresentar medidas contrárias ao que os dados mostram. “É claramente um atestado de incompetência sobre a forma de o Governo gerir a pandemia”.

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Por sua vez, André Ventura frisa a importância de o Governo avançar o quanto antes com medidas de apoio financeiro às empresas mais afetadas por estas novas medidas de contenção, como é o caso dos bares e das discotecas, embora considere que algumas medidas são "desproporcionais", CDS considera medidas “exageradas, alarmistas e desproporcionais”

O líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, considera que as medidas para travar a covid-19 anunciadas pelo Governo são “exageradas, alarmistas e desproporcionais”, defendendo o reforço da terceira dose da vacina em vez de situações que “geram terror e medo”. “As medidas são manifestamente exageradas, são alarmistas e desproporcionais. Na verdade, o caminho que o Governo devia seguir era o reforço da terceira dose da vacinação porque já se demonstrou que, tendo 90% da população vacinada, as infeções não têm uma repercussão preocupante - nem no número de mortes, nem de internamentos”, afirmou.

O PAN pediu apoios para as famílias e o sector dos bares e discotecas, que vão voltar a encerrar devido à pandemia de covid-19, e apelou aos portugueses que “sejam responsáveis” e se testem. “Compreendemos que há a necessidade da adoção de algumas medidas. A preocupação que desde o primeiro momento transmitimos ao Governo é que existam os correspondentes apoios sociais, em particular para os bares e as discotecas, que vão ter de encerrar, mas também para as famílias, quer no apoio às creches, quer no apoio para ficarem em casa com as crianças sempre que assim seja necessário por força do contexto sanitário.” A líder do PAN apelou à “responsabilidade individual” nesta altura festiva do Natal e passagem de ano, defendendo que “as pessoas têm que se testar antes de estarem com os seus contactos familiares mais próximos, evitar contactos que possam ser de risco”.

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