Portugal condena disparo de míssil balístico intercontinental por Pyongyang

Agência Lusa
18 dez 2023, 23:49
Míssil lançado pela Coreia do Norte (Photo by Kim Jae-Hwan/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

A Coreia do Norte lançou esta segunda-feira um míssil balístico intercontinental em direção ao mar do Japão

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português condenou veementemente o lançamento pela Coreia do Norte de um míssil balístico intercontinental (ICBM), alertando que representa “uma ameaça à paz e à segurança internacionais”.

“Portugal condena veementemente o lançamento pela República Popular Democrática da Coreia de mais um míssil balístico intercontinental. É uma violação das resoluções do CS [Conselho de Segurança] das Nações Unidas, uma ameaça à paz e à segurança internacionais e arrisca o aumento das tensões militares na região”, pode ler-se num comunicado divulgado pelo ministério liderado por João Gomes Cravinho.

A Coreia do Norte lançou esta segunda-feira um míssil balístico intercontinental em direção ao mar do Japão.

Este foi o quinto lançamento de um míssil balístico intercontinental pela Coreia do Norte neste ano. Este último teste balístico ocorreu poucas horas após o lançamento de um míssil de curto alcance.

O Presidente da Coreia do Sul pediu uma resposta imediata, em coordenação com Estados Unidos e Japão, ao mais recente lançamento de um míssil balístico intercontinental realizado pela Coreia do Norte, com as autoridades sul-coreanas a afirmaram que os recentes lançamentos constituem uma clara violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que proíbem a Coreia do Norte de utilizar tecnologia de mísseis balísticos.

Os Estados Unidos e o Japão também condenaram o lançamento de um ICBM, com o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano a alertar, em comunicado, que os lançamentos "representam uma ameaça para os vizinhos da RPDC [República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte] e comprometem a segurança regional".

Pequim, por sua vez, garantiu hoje o “firme apoio” do seu país à Coreia do Norte, após o lançamento por Pyongyang.

A China, que partilha uma fronteira comum com a Coreia do Norte, é o principal parceiro político e económico do país, alvo de uma série de sanções internacionais.

Os últimos lançamentos ocorrem precisamente depois de Seul e Washington terem abordado uma futura estratégia de dissuasão nuclear em relação a Pyongyang e coincidem com a comemoração do 12º aniversário da morte do antigo líder norte-coreano Kim Jong-il, pai do atual líder do país, Kim Jong-un.

Também nas últimas horas, um submarino norte-americano com propulsão nuclear chegou à cidade portuária sul-coreana de Busan, precisamente num contexto de crescente preocupação com a possibilidade de a Coreia do Norte lançar um míssil intercontinental.

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