Champions: Sp. Braga-Nápoles, 1-2 (crónica)

Bruno José Ferreira , Estádio Municipal de Braga
20 set 2023, 22:05

Amargo de boca: guerreiros provam cinismo do campeão italiano

Foi em jeito de serenata à chuva que onze anos depois o Sp. Braga regressou à principal montra do futebol europeu. Frente ao campeão italiano, os arsenalistas acabaram derrotados com um amargo de boca (1-2). A seis minutos do final o Sp. Braga ainda sonhou, com o empate de Bruma, mas sofreu quase de imediato o golo que valeu o desaire.

Competente, o conjunto do sul de Itália demonstrou ter mais estaleca no primeiro tempo, criando vários lances de perigo e gerindo as incidências do jogo. Uma gestão ainda mais acentuada na segunda metade, também por força do crescimento do Sp. Braga. Bruma deu alegria à pedreira, fez acreditar num final épico.

Mas, o cinismo italiano estava lá. Respondeu de pronto à desvantagem o Nápoles, foi para cima do Sp. Braga e em quatro minutos recolocou-se em vantagem. Final inglório para a equipa portuguesa, que para além de acabar por perder com um autogolo de Niakaté, ainda viu Pizzi atirar com estrondo ao ferro no último lance do encontro.

Matheus mantém Sp. Braga vivo no primeiro impacto

Com um ritmo estonteante, o embate entre bracarenses e napolitanos começou cheio de incidências. Com apenas onze minutos cumpridos, Matheus foi chamado a intervir de forma determinante, mantendo o conjunto português vivo. Primeiro safou fonte, após o experiente central isolar Osimhen. Depois fez duas defesas apertadas no mesmo lance, evitando o golo dos italianos.

Resistiu ao primeiro impacto o Sp. Braga, cresceu e deu mostras de querer dividir o jogo frente ao campeão italiano. Foi conseguindo dar reposta, mas ia-se percebendo que o conjunto do sul de Itália tinha mais argumentos e, a qualquer momento, podia causar estragos. Abel Ruiz tentou de cabeça, e um passe magistral de Al Musrati quase isolou Horta. O lance, apesar do corte, ainda provocou perigo, uma vez que o corte quase fez a bola entrar na baliza do Nápoles.

Pelo meio, a equipa orientada por Rudi Garcia ainda enviou uma bola com estrondo ao travessão, por intermédio do avançado nigeriano. Já nos descontos, a instantes do intervalo, o Nápoles materializou a sua superioridade. Na sequência de um canto a defesa bracarense ainda fez um primeiro corte, ao segundo cruzamento a bola sobra para Di Lorenzo atirar de primeira para o fundo das redes.

Amargo de boca no final. Intenções bracarenses ao ferro

A segunda metade foi completamente diferente. Desde logo o ritmo do encontro caiu muito; em vantagem, o conjunto italiano foi menos intenso. Perante essa contensão, e com a necessidade de correr atrás do prejuízo, o Sp. Braga dispôs de mais momentos no último terço do terreno.

Chegou a encostar o Nápoles na sua área, com trocas de bola prolongadas à procura de brechas para poder criar real perigo. Um crescimento que deu frutos a seis minutos dos noventa, quando Bruma fez explodir os 18422 adeptos pressentes nas bancadas. Realce para o cruzamento de Zalazar, açucarado, a convidar Bruma a fazer o empate.

Mudança completa na postura do Nápoles. Com algum cinismo à mistura, a equipa napolitana partiu para cima dos arsenalistas e em quatro minutos arrecadou os três pontos neste jogo da 1.ª jornada do grupo C. Niakaté não conseguiu evitar o autogolo, desviando o cruzamento venenoso de Zielinski para sua própria baliza.

Amargo de boca do Sp. Braga, que ficou ainda mais encravado: no último lance do jogo Pizzi enviou, então, a bola com estrondo ao ferro da baliza do Nápoles. Derrota caseiro do Sp. Braga (1-2) no primeiro jogo da fase de grupos da Champions.

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