Bloco de Esquerda critica "arrogância" de Capitão Ferreira e insiste em explicações do Governo

Agência Lusa , AL
12 jul 2023, 14:00
Mariana Mortágua no convenção do Bloco de Esquerda

A líder do BE criticou esta quarta-feira o ex-governante Capitão Ferreira por ter cancelado a audição no parlamento, considerando que demonstrou uma "atitude de arrogância", e insistiu em explicações da atual e anterior titular da Defesa.

“Já fizemos um conjunto de pedidos de audição e certamente vamos insistir para que elas se realizem. O ex-secretário de Estado pode, não deve, mas pode dar-se ao luxo de se negar a ir à Assembleia da República, o que se por si tem uma interpretação, numa atitude de arrogância até para com o cargo que desempenhou e para as responsabilidades que teve”, criticou Mariana Mortágua.

À margem de uma visita ao Centro de Acolhimento de Emergência Municipal de Santa Bárbara, em Lisboa, Mariana Mortágua acrescentou que a atual e o antigo titular do Ministério da Defesa, Helena Carreiras e João Gomes Cravinho, respetivamente, “têm obrigação de dar respostas” no parlamento depois da “atitude de arrogância” do ex-secretário de Estado, que invocou a sua condição de arguido no processo "Tempestade Perfeita" para cancelar a audição na comissão de Defesa Nacional, prevista para hoje.

Sobre os ministros em funções, frisou a líder do BE, “não podem fazê-lo e por isso é natural que vão ao parlamento”, referindo-se à atual ministra da Defesa, Helena Carreiras, e ao anterior ministro da Defesa, que atualmente é o titular da pasta de Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho.

“Têm obrigação de dar respostas, mas quanto maiores são as perguntas, quanto mais graves são as perguntas, menos respostas temos por parte do Governo, mais autoritarismo temos, mais respostas de poder absoluto temos e menos humildade, transparência e capacidade de responder ao escrutínio que é o escrutínio natural perante situações tão graves como estas”, condenou.

Perante uma “sequência de casos de alguma gravidade”, na opinião de Mariana Mortágua, há um “ponto em comum” que é o Governo se enredar “em respostas cada vez mais autoritárias”, dando como exemplo um “relatório de uma comissão de inquérito que oculta parte da comissão de inquérito”.

“Passam também pelo primeiro-ministro que, perante suspeitas de um caso grave de corrupção, se atreve a dizer que o país não quer saber, que as pessoas têm que pensar noutra coisa. Ainda bem que os portugueses querem saber sobre corrupção, ainda bem que os portugueses se preocupam sobre esta questão”, disse.

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